POSTO DE ESCUTA 16.05.2013

Impalers_PowersBehindTheIMPALERS «Power Behind The Throne» (Horror Pain Gore Death Productions) Depois de duas maquetas, é mais que tempo dos dinamarqueses Impalers saírem do mais profundo underground e mostrarem ao mundo a sua visão – retorcida e obscura – do que é o thrash. Rápido, visceral, vicioso e com um pé bem assente no mais agressivo dos estilos teutónicos, «Power Behind The Throne» é um refrescante regresso às origens de quem tem nos Desaster ou no material mais antigo dos Sodom os seus discos favoritos. (4/5)

Jacob_TheOminousJACOB «The Ominous» (Knockturne Records) Projecto levado a cabo por Marco Serrato (Orthodox) e David Cordero (Úrsula), Jacob é uma viagem soturna e altamente experimental àquilo que o duo chama “el cine de la mente”. Esperem de «The Ominous» seis faixas em que o dark ambient se une à música contemporânea, noise e algum drone, sempre em busca do som inexplorado, sempre com a atmosfera enevoada em mente. Não é uma caminhada no passeio marítimo da marginal ao domingo à tarde, mas pode muito bem ser a banda-sonora da viagem para mais uma sessão de quimioterapia. (3/5)

Lo!_MonstrorumHistoriaLO! «Monstrorum Historia» (PelAgic Records) Depois de andarmos uns anos a nadar em abundância, há já algum tempo que não aparecem novas bandas válidas de sludge/pós-metal. Uma das últimas foram os australianos Lo! Com o surpreendente «Look And Behold» em 2011. O regresso é agora consumado com «Monstrotum Historia», um som mais sujo e uma porta de ligação ao hardcore mais escancarada. O resultado é interessante sem ser entusiasmante, mas servirá de boa lenha para manter o sludge/pós-metal a arder. (3/5)

Orthodox_DerFliegendeholländerORTHODOX «Der Fliegende Holländer» (Knockturne Records) Os espanhóis Orthodox dispensam apresentações para quem gosta de bom doom metal experimental, mas mesmo esses terão uma enorme surpresa com este mini-álbum de três faixas gravadas ao vivo. Ao longo de «Al Allaudor» (música nova, com David Cordero dos Jacob e Úrsula), «Com sangre de quien te ofenda» e «Templos» (ambos do disco de 2007 «Amanecer en Puerta Oscura), o trio atira-se de cabeça para territórios de improvisação. Algures entre o puro experimentalismo e o pós-drone hipnótico dos Earth, o ambiente dos Orthodox neste documento é pura magia musical, daquela que torna privilegiado quem estava lá ou, numa escala menor, um dos 100 felizardos que colocar as mãos nesta edição em cassete assinada pelo grupo. (4/5)

RhapsodyOfFire_LiveFromChaosRHAPSODY OF FIRE «Live – From Chaos To Eternity» (AFM Records) Sem beliscar a excelente captação sonora, a magnífica prestação da banda e a qualidade – inegável – dos grandes clássicos e mesmo do material mais recente dos Rhapsody Of Fire, «Live – From Chaos To Eternity» disfarça mal o facto de ser apenas um cash in fácil da versão do grupo do vocalista Fabio Lione e do teclista Alex Staropoli. É que os Rhapsody, quando eram ainda apenas uma banda e tinham Luca Turilli no colectivo, lançaram um disco ao vivo há sete anos atrás. Certo, este é mais completo (é duplo) e tem uma qualidade sonora e um fogo motivacional que bate o lançamento anterior ao vivo, mas se é para desatar a fazer gravações ao vivo a torto e a direito e a mugir tetas de antigamente, mais valia estarem quietos. (3/5)

ServiDiaboli_WeAreHiddenSERVI DIABOLI «We Are Hidden» (Auto-financiado) Depois de uma primeira maqueta em 2011, o projecto de black metal formado por Armando Luiz (dos Obitu Vitae) está de regresso com este EP oficial de quatro faixas. E o que os Servi Diaboli nos propõem é uma espécie de cruzamento entre o mais caótico black metal sulista, de bandas como Decayed ou Sarcofago e o seu “primo” escandinavo. O resultado soa ainda algo generalista, mas não falta ao trio andaluz nem entusiasmo nem energia. (3/5)

Stahlmann_AdamantSTAHLMANN «Adamant» (AFM Records) Variedade de escolha não parece faltar a quem gosta de Neue Deutsche Härte e, desde que os Stahlmann se estrearam nos discos em 2010, qualidade também não. A banda liderada por Martin Soer e Alexander Scharfe tem um jeito especial para os ganchos nos riffs de guitarra, o que torna a sua abordagem, apesar das letras em alemão, bem forte e distinta. Seja com ritmos electrónicos ou industriais, seja numa receita mais próxima do rock gótico clássico, «Adamant», a terceira proposta de originais, mostra evolução e constitui-se um dos melhores exercícios do género nos últimos tempos. (4/5)

Terrortory_CityOfGhostsTERRORTORY «City Of Ghosts» (Discouraged Records) Apesar de irem já com quase década e meia de actividade, os suecos Terrortory contam ainda apenas com um álbum de originais («The Seed Left Behind», de 2011) no seu currículo, o que faz deles um dos mais preguiçosos colectivos da Escandinávia. «City Of Ghosts», o primeiro sinal de vida da banda depois do disco de estúdio, é um EP digital de quatro faixas em que o grupo dá boa conta do seu death/thrash metal de puro ADN sueco. Apesar dos trejeitos de inícios dos anos 00 (pensem em bandas como Night In Gales), a produção e a dinâmica da composição são bem modernas, embora exista ainda um caminho longo até à verdadeira personalidade musical. (3/5)

TheOldWind_FeastOnYourTHE OLD WIND «Feast On Your Gone» (PelAgic Records) Tomas Liljedahl, ex-vocalista dos Breach, recruta os ex-companheiros de banda Niklas Quintana (guitarra) e Kristian Andersson (baixo) e junta-lhes Robin Staps (The Ocean) e Karl Daniel Lide’n (Vaka). O resultado chama-se The Old Wind e, a julgar pelo disco de estreia «Feast On Your Gone», é a vossa nova banda favorita. Isto se gostarem de pós-hardcore apocalíptico, melódico e bruto e tiverem uma série de discos de Cult Of Luna, Breach, Switchblade e The Ocean na colecção aí de casa. (4/5)

Zombiefication_AtTheCavesZOMBIEFICATION «At The Caves Of Eternal» (Pulverised Records) Mesmo quando fazem uma coisa tão batida como death metal old school de inspiração sueca, os mexicanos têm um estilo muito próprio. Às vezes melhor do que a coisa standardizada a que estamos habituados aqui na Europa, por vezes pior, mas quase sempre original. No caso dos Zombiefication, o que os torna especial é a aura de negridão que os envolve. Apesar de tentarem soar tão suecos quando possível, o sabor a México está no seu death metal, nos seus zombies, na sua galeriazinha de horrores. (3/5)

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