A PLAYLIST DE… GUILHERMINO MARTINS

gui-qualidadePara além de guitarrista com créditos mais que firmados nos saudosos ThanatoSchizO, Guilhermino Martins é um dos grandes impulsionadores do metal em Trás-os-Montes (através do blog Vila Metal), professor de música e um produtor cheio de trabalho nos seus Blind & Lost Studios. E foi aí que conheceu os Serrabulho, banda de happy-grind para os quais toca actualmente baixo e com quem lançou o álbum de estreia «Ass Troubles». Esta semana é também o nosso convidado de honra, revelando-nos as suas bandas e músicas de eleição na playlist que passa este sábado, entre as 21.00h e as 23.00h, na METV, no MeoKanal 187164.

Pertences agora aos Serrabulho, com os quais editaram recentemente o disco de estreia. Como se proporcionou a tua entrada para a banda e quais as tuas principais influências que te levaram a querer praticar este tipo de música?
Os Serrabulho iniciaram o registo do álbum de estreia em Dezembro de 2012, nos meus estúdios. A meio do processo percebeu-se que não havia disponibilidade do anterior baixista para gravar, pelo que tratei eu das linhas de baixo, enquanto membro de sessão. Entretanto, a banda continuava sem conseguir ocupar essa vaga e foi-me solicitando para tocar, pontualmente, nalguns concertos. A verdade é que eu gostei dos temas, sinto um gozo tremendo em tocá-los e a meio do ano – já depois de vários concertos como elemento convidado – foi-me proposto entrar, oficialmente, no grupo. E foi um no brainer, porque o ambiente no seio da banda é bastante salutar, os concertos são, basicamente, uma festa e a actividade da banda não se sobrepõe ao trabalho nos Blind & Lost Studios que, nos últimos dois anos, passaram a ser a minha prioridade – e a razão pela qual a minha actividade na cena se cingiu à produção de discos de outras bandas.

Em relação às influências, eu sempre ouvi coisas bastante díspares, dentro e fora do metal. Há duas bandas dentro deste género – bem, uma delas só o praticou durante alguns anos, mas… – que aprecio imenso e me marcaram na adolescência: Carcass e Brutal Truth. Mesmo em TSO, era possível discernir algumas dessas influências mais extremas, nalguns pormenores de certos temas. Depois, especialmente apelativo para mim foi o desafio de incorporar de novo o papel de baixista – um instrumento que não me é de todo estranho, uma vez que fui eu quem registou, por exemplo, as linhas de baixo do «Schizo Level», o primeiro longa-duração de TSO -, mas agora num contexto bem diferente, sendo realmente interessante criar linhas de baixo que são, efectivamente, percussivas e muito diferentes das pistas de guitarra. Aliás, penso que a própria banda ainda não se tinha consciencializado do potencial “dançante” dos temas, algo que as linhas de baixo vieram exponenciar. E é claro que essa ideia de acrescentar mais-valias ao conteúdo musical dos Serrabulho foi um dos pontos de maior importância para ter aceite este convite. Isso e o facto desta banda ser tudo menos… normal.

Já passou algum tempo desde o final dos ThanatoSchizO. Esse é, definitivamente, um assunto encerrado ou o futuro pode trazer alguma espécie de reunião ou retomar do projecto noutros moldes e com uma formação diferente?
É, de facto, um assunto encerrado. Até porque eu não acredito em reuniões deste género. Há excepções – vide o caso de Faith no More – mas a maioria das bandas volta a tocar junta pelos piores motivos. Os ThanatoSchizO existiram de 1997 a 2011, editaram cinco álbuns, um EP e uma demo, deram centenas de concertos. Penso que deixaram a sua marca e não me parece relevante ressuscitar algo que – foi consensual no nosso seio, pelo menos – terminou na sua melhor fase.

Tece algumas considerações sobre a playlist que escolheste, os principais clips e bandas por que optaste e porquê.
Tentei uma abordagem eclética e procurei, na medida do possível, organizar as escolhas em crescendo. Há aqui algumas bandas e clips que já não ouvia/via há imenso tempo (In Flames e Dark Tranquillity), e outras que descobri mais recentemente (Beastmilk, Les Discrets, ou o projecto a solo do Thomas Giles, vocalista dos Between the Buried and Me, que a meu ver se sobrepõe qualitativamente à sua banda principal). Outras há que me marcaram profundamente mas, a partir de uma certa altura se revelaram um flop descomunal e, entretanto, voltaram a conquistar-me, em registos mais recentes (Ulver, por exemplo) ou aqueles colectivos que nunca me desiludiram (Nile ou Dying Fetus). E depois, claro, King Diamond e Death… palavras para quê?

«Ass Troubles» está disponível através da Vomit Your Shirt.
Página Bandcamp

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