VALLENFYRE

Vallenfyre_SplintersVALLENFYRE
«Splinters»
Century Media
4/5
Foi perfeitamente natural, em 2011, a excitação dos fãs de death metal perante o disco de estreia dos Vallenfyre. Afinal, uma banda composta por Hamish (guitarrista dos My Dying Bride), Gregor Mackintosh (vocalista e guitarrista dos Paradise Lost), Adrian Erlandsson (baterista dos At The Gates) e Scoot (baixista dos Alehammer) era uma coisa excitante, ainda para mais quando o revivalismo do death/doom metal estava a dar os primeiros passos. Em 2014, ano do regresso dos Vallenfyre às edições com este «Splinters», a coisa já não é bem assim e a cena começa a dar sinais de cansaço de projectos que procuram recuperar a sonoridade “clássica” dos Entombed e dos Dismember. Isso não impede o quarteto britânico de se atirar de cabeça para uma abordagem tão redonda e standard ao género que chega a ser aflitivamente contundente. No entanto, com o capital de experiência e talento acumulado nos Vallenfyre, é apenas a premissa de death/doom metal old school que soa cansativa e datada; os riffs, os solos, os padrões rítmicos e a atmosfera de «Splinters» respira vitalidade e entusiasmo, daquele que hoje em dia apenas nos Grave conseguimos encontrar, e pouco mais. Com uma produção grave, coesa e forte, o death/doom metal do projecto de Halifax é desfiado com a morbidez de uns Autopsy, a inexorabilidade dos Bold Thrower e o cheiro fétido dos Bloodbath. E aqui está ela, a excitação de novo. Raio dos bifes.
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