AUGUSTO PEIXOTO: “OS DOVE NÃO ESTÃO A RESSUSCITAR COMO BANDA ACTIVA”

Dove_AugustoPeixoto_FotoElisabethRichardOs Dove, que fazem parte da história do thrash no norte de Portugal, tendo editado quatro maquetas na primeira metade dos anos 90, preparam preparam-se para regressar ao activo. No seguimento da edição, em Janeiro deste ano, da compilação «Memoriam Antiquam • Memories Of The Past», que reunia os temas das maquetas, o grupo prepara agora a edição do seu primeiro disco de estúdio. O trabalho chamar-se-á «The Cruelty That Enclosures» e irá conter nove faixas: seis regravações de músicas antigas e três faixas novas. O baterista e fundador Augusto Peixoto adiantou-nos, na primeira pessoa, mais pormenores sobre este regresso.

O que te levou a ressuscitar os Dove agora? Quais foram as motivações?
Gostaria, antes de mais, de deixar bem claro que os Dove não estão a ressucitar como banda activa, não há intenções para tocar ao vivo. O motivo é bem simples: os Dove foram daquelas bandas que, pelo seu historial, mereciam um álbum e, infelizmente, por variadíssimos motivos, tal não se proporcionou. Como ainda tenho grandes amigos ligados à música, falei com vários músicos sobre a possibilidade de gravar um disco completo. Com alguns desses contactos não houve, no entanto, a possibilidade para trabalharmos em conjunto, devido aos timings que cada músico tinha e os seus afazeres nas suas respectivas bandas. Os que irão participar no projecto não são segundas escolhas; são, isso sim, os músicos ideiais e que tinham disponibilidade no conjunto de músicos que apontei para me ajudar neste projecto.

Como comparas a sonoridade deste novo registo com a sonoridade “clássica” da banda, de inícios dos anos 90?
Será um álbum em que a sonoridade antiga cruzará com uma sonoridade mais actual e moderna. Existe a intenção de se fazer isso, pois para manter os temas como eles eram não valia a pena “mexer” neles. Manter-se-á a estrutura mas com as guitarras a serem preponderantes em termos de arranjos e de som. O Pedro Gouveia, vocalista nas três primeiras demo-tapes, também terá um papel importantíssimo, pois é minha intenção “sacar” toda a potência de sua voz. Haverá, também, três temas novos, que serão o fio condutor da antiga sonoridade para a “roupagem” mais actual mantendo, claro está, a essência thrash metal que é a sonoridade dos Dove.

DoveCoverTheCrueltyPorque decidiram regravar alguns temas das maquetas, em vez de apenas material novo e inédito?
Precisamente para se tentar perceber que os temas antigos, mesmo passado mais de 20 anos da sua composição e gravação, poderão soar actuais.

Para além do regresso do Pedro Gouveia para vocalista, quais são os dois outros elementos que fazem parte da formação? De onde vieram?
O Carlos Barbosa estará nas guitarras e o Henrique Loureiro no baixo. Ambos tocaram comigo nos Cycles e Headstone – pré Head:Stoned – e são músicos em quem sempre depositei inteira confiança nas suas capacidades, mesmo que os nossos caminhos se tenham descruzado, por motivos profissionais. São excelentes músicos mas, principalmente, excelentes amigos e, isso conta muito para os ter neste projecto.

Onde vão produzir o álbum e com quem?
O álbum será gravados nos Sonic Studios, do Carlos, e nos Dynamic Sound Studios, do Henrique. A produção será de todos os intervenientes.

Este reavivar dos Dove “esvazia”, de alguma forma, a capacidade criativa e/ou as actividades dos Head:Stoned ou dos Cycles? Existe alguma sobreposição em termos de ideias criativas e disponibilidade para ensaios ou nem por isso?
Nada disso. Felizmente, mesmo ao fim de 26 anos que tenho em bandas, nunca se esgotou a minha capacidade de composição e criatividade, bem pelo contrário, e sinto cada vez mais a necessidade de extravazar todas as ideias e aproveitar todas as capacidade actuais que existem para gravar e produzir trabalhos. Aliás, sempre fui honesto com as pessoas, nunca toquei nada que não gostasse e acima de tudo sou honesto comigo mesmo. Das bandas referidas apenas os Head:Stoned são uma banda activa; todas as outras são projectos em que houve a necessidade de nos juntarmos em estúdio e gravar as músicas que ficaram na “prateleira”. A estas bandas juntam-se ainda os DUM, que também estão a gravar um futuro álbum.

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