CINCO BANDAS DE BLACK METAL QUE VALE A PENA OUVIR

Black metal, o mais extremo e controverso dos estilos de metal, é também um dos mais amados e odiados, sendo actualmente espaço para todo o tipo de projectos, dos mais ousados aos mais teimosamente conservadores. Para quem aprecia a rispidez, provocação e emoções fortes – e também descobrir novos projectos – aqui fica uma pequena lista de grandes promessas do género.

Morodh2014MORODH
Misturar black metal depressivo, doom dos anos 90 e pós-rock deixa os russos Morodh com uma receita musical plena de melancolia e beleza triste. O primeiro material (uma cassete a meias com os People Are Mechanisms e uma maqueta de três faixas limitada a 100 cópias) deixava antever um futuro promissor para o quarteto russo, e o álbum de estreia – «The World Of Retribution», agora editado pela Witching Hour – confirma cada um dos predicados da banda. Emoção, desolação e capacidade para pintar tudo de preto à sua volta, envolta numa aspereza sonora que contrasta com a quietude do lado mais pós-rock melancólico. Um disco para dias de Inverno.


 

Orcultus2014ORCULTUS
Líderes destacadas da nova geração de black metal underground sueco, os Orcultus editam agora uma cassete de sete faixas de pura maldade crua e old school. «Black Rust» respira aquela aura de mistério e poder bruto dos primeiro tempos de Judas Iscariot e Horna, que pode apenas ser encontrada no mais profundo underground escandinavo. Apesar de directo na abordagem vocal, contém longas passagens instrumentais – sempre extremas – que justificam outras comparações que têm sido feitas com os primeiros registos de Deathspell Omega. A edição é limitada a 200 cópias.


 

Selva2014SELVA
Pós-black metal, screamo e enquadramentos melódicos pós-rock são os ingredientes usados pelos italianos Selva no seu disco de estreia. Os 37 minutos, divididos por sete faixas, de «Life Habitual» são intensos, suados e respiram dinâmica, podendo ser comparados (como a editora faz) aos trabalhos de Celeste, Russian Circles e, na sua faceta mais serena, Alcest. É sangue novo e isso nota-se.


 

TheDeathtrip2014THE DEATHTRIP
Aldrahn, seminal vocalista dos Dødheimsgard, junta-se a Host (guitarrista dos Thine) e a Dan Mullins (baterista dos My Dying Bride) e, juntos, invocam um black metal que fará as delícias de fãs dos anos 90 escandinavos. Apesar da voz de Aldrahn nos remeter automaticamente para Dødheimsgard, apesar da maior parte do material de «Deep Dron Master», o disco de estreia editado pela Svart Records, ser rápido e directo, há momentos de black/doom’n’roll, numa espécie ainda mais retorcida de Khold, e algumas outras surpresas à espera de serem descobertas. Este é um dos discos de black metal do ano.


 

Wayfarer2014WAYFARER
Directamente das Montanhas Rochosas do Denver, no Colorado, o black metal dos Wayfarer é atmosférico, meio folk e incrivelmente bem feito. Nomeadamente, black metal do tipo “Pensem numa mistura de Winterfylleth, Wolves In The Throne Room e Agalloch”. A coisa é bem feita, respira autenticidade, tem uma excelente qualidade de gravação e composição no disco de estreia da banda, chamado «Children Of The Iron Age», que agora é editado pela Prosthetic Records. A maqueta da banda, de 2012, inteiramente instrumental, pode ser um com complemento também.

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