AL JOURGENSEN [MINISTRY] QUER FAZER O DISCO MAIS RÁPIDO DE SEMPRE

aljourgensensoundwaveint2015_638Al Jourgensen, dos Ministry, revelou recentemente à revista britânica Metal Hammer, durante uma entrevista no Soundwave Festival, na Austrália, que tem um novo projecto, chamado Surgical Meth Machine, com o qual vai gravar um disco na segunda metade do ano, juntamente com o seu produtor de longa data, Sam D’Ambruso. E quer que seja o álbum mais rápido da história. “Quero, antes que os meus dias na música terminem, fazer o disco mais rápido da história da raça humana e da era do computador”, revelou o influente músico. “Não quero nada menos de 220 ou 240 bpm, quero muita gritaria sobre política e comentário social. Quem conseguir fazer música rápida, boa sorte. É o que vou tentar. E vai ser o meu último tiro – apenas o álbum mais rápido do mundo. Para fazer um CD de 50 minutos, provavelmente necessitarei de umas 30 canções”.

Quero fazer uma coisa muito exagerada, de modo a não deixar qualquer pedra por virar. Já fiz jazz, rock, pop… Já fiz tudo. Quero apenas ir embora com uma coisa que seja… Talvez, dentro de 20 anos, as pessoas possam compreendê-la. À medida que os tempos ficam mais frenéticos, pode adequar-se. Não se adequará no próximo ano, ou no ano seguinte, ou no ano seguinte, mas não faz mal; posso esperar. Vou deixá-la ali e sair em grande”.

Jourgensen teceu ainda algumas considerações sobre o actual estatuto dos Ministry como pioneiros do movimento industrial. “Os ZZ Top usam sequenciadores e consideram-nos uma banda industrial? Eu não. Considero-os uma boa banda. Nós? Não nos considero uma banda industrial. Considero que fazemos aquilo que se adapta melhor a nós”.

Não quero fazer parte de uma cena. E não conheço nenhuma cena industrial. Não conheço bandas industriais… Quer dizer, se queremos falar de bandas mesmo industriais, temos de voltar aos Stockhausen ou Throbbing Gristle ou [Einstürzende] Neubauten ou SPK ou… Tantas bandas. O que eles faziam… Mesmo os Kraftwerk… Fazer as coisas metodicamente e com teclados, em oposição a rockar e tudo isso. Nós somos uma espécie de híbrido. Por isso não me considero parte de qualquer cena, apenas me considero parte de arrastar o cu para o palco e dar um bom concerto. É disso que faço parte”.

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