AMARANTHE

Amaranthelogo copyJá são uma das grandes sensações do metal “moderno” escandinavo e regressam hoje às edições com o terceiro álbum, «Massive Addictive». A mistura de death metal melódico, power metal, metalcore, female fronted metal e pop dos Amaranthe nunca soou tão explosiva e atraente. Para o bem e para o mal. Numa semana em que começam um novo assalto aos tops de vendas um pouco por todo o mundo, o vocalista Jake E Berg partilhou connosco as expectativas de um projecto a um passo do estrelato.

AMARANTH - GOTHENBUREG  2014 Photo copyright JOHN McMURTRIEQual foi o ponto de partida para a composição do «Massive Addictive»? Definiram algum objectivo ou avançaram para a escrita sem nenhuma ideia traçada?
Começámos a composição por volta de Outubro ou Novembro do ano passado. Decidimos bastante cedo que queríamos acrescentar uma dimensão extra à típica sonoridade dos Amaranthe e o Olof [Mörck, guitarrista e teclista] apareceu com umas ideias muito fixes e com uma boa proposta de como deveríamos soar. A mentalidade foi, durante todo o processo, ter uma abordagem refrescante àquilo que fizemos nos dois álbuns anteriores, mas numa versão actualizada.

Existiram dúvidas, durante o processo de composição e produção, se alguns elementos musicais – ou os vários presentes no disco – “encaixariam” na identidade dos Amaranthe?
A única coisa que discutimos intensamente foram as notas em que escrevemos as novas canções. Baixámos mais um tom neste álbum, o que torna muito difícil os vocalistas ouvirem as próprias notas. Mas por fim acabámos por descobrir uma forma de fazer tudo funcionar.

Trabalharam mais uma vez com o Jacob Hansen em estúdio. É um caso de não mudar uma equipa que ganha? Consideram a possibilidade de mudarem de produtor no futuro, para que saiam da vossa zona de conforto e possam experimentar uma nova abordagem?
Para ser sincero chegámos a discutir essa possibilidade. Seria um risco infernal não trabalhar com o Jacob neste terceiro álbum, que é um lançamento crítico em muitos aspectos. Ele sabe exactamente o que queremos e fez, de novo, um excelente trabalho. É um produtor espantoso. No entanto, como todos temos famílias agora, vamos provavelmente gravar o próximo disco numa localização mais próxima de casa.

AMARANTHE41828rt copyO Henrik Englund Wilhelmsson é agora o novo vocalista para as partes mais agressivas. O que acrescentou ele em termos de produção, actuação ao vivo e à dinâmica do grupo?
O Henrik é uma máquina. É um músico fantástico e um grande amigo. Não fez parte da composição da música, mas acho que se enquadra um pouco melhor na actuação ao vivo do que o [vocalista anterior] Andy [Solveström]. Não teve quaisquer problemas de adaptação e escuta as ideias que temos no que diz respeito à construção do espectáculo em palco.

O que se passou com o Andy Solveström?
Decidiu sair e concentrar-se na família e no emprego que tem na cidade dele. Continua a ser um bom amigo e continua a fazer música, mas numa base mais confortável.

O foco parece estar nas canções, mas isso não significa que vocês não digam nada com as letras, certo? É mais importante para vocês terem um fraseamento que funcione bem como uma melodia ou passarem uma mensagem a quem vos ouve?
O fraseamento e o contexto das letras andam de mãos dadas. Como principal compositor das letras, coloco sempre um grande empenho e esforço nelas. Não vejo qualquer motivo para não passarmos qualquer mensagem nas letras apenas porque temos boas canções. Tenho muito coisa para dizer e tento passar uma mensagem em cada uma das canções. Mas concentro-me normalmente em pensamentos positivos em vez de em mensagens políticas ou algo desse género.

AMARANTHE41836rt copyO facto de saberem que são ouvidos e que há um grande número de pessoas a prestarem atenção ao que fazem dá-vos algum tipo de pressão adicional quando escrevem a música?
Nem por isso. Senti um pouco isso depois do primeiro álbum, mas compomos música que também gostamos de ouvir e, enquanto os fãs também gostarem, podemos continuar a ir aos países deles para lhes tocar as músicas. No dia em que deixarem de gostar, imagino que tenhamos de trabalhar noutra coisa qualquer. Mas nunca mudaria a música que faço para procurar uma audiência maior ou atingir um outro patamar de fama.

São claramente uma banda de metal com elementos e influências pop e só isso já faz de vocês alvos para os fãs de “verdadeiro” metal e para os fanáticos do underground. Qual é a vossa reacção, hoje em dia, aos comentários na internet que vos acusam de não serem uma banda de metal?
[Risos] Não sei. Não ando muito à procura de saber o que as pessoas pensam. Apenas sei que os nossos fãs, que vão aos nossos concertos, são os melhores! É espectacular poder sair e falar com eles depois dos espectáculos. São pessoas super educadas, que eu adoro!

As influências musicais dos membros da banda – e gostos e consumos actuais – também seguem esta lógica pop/metal ou são mais diversificados?
Todas as canções são escritas por mim, pelo Olof e pela Elize [Ryd, vocalista]. Mas quando estamos em estúdio toda a gente contribui com partes do seu instrumento específico e é por isso que soamos como soamos. Não creio que exista alguém entre nós que escute apenas um tipo de música.

Massive Addictive CoverO «Massive Addictive» tem potencial musical, uma grande editora e um trabalho de marketing que possibilita que se torne num sucesso comercial como nunca tiveram até agora. Quais são as vossas expectativas?
Ficarei contente se nos tornarmos nos próximos Iron Maiden mas, para ser sincero, desde que possa continuar a fazer isto e sustentar a minha família sem ter um emprego normal a full-time, estarei feliz.

A banda é uma prioridade para todos vocês, quando comparada com outros afazeres profissionais e as vossas vidas familiares?
Sim!

É complicado conjugar tudo?
Toda a gente está a 100% nisto. A Elize é a única que continua a participar como convidada numa série de álbuns diferentes, por vários motivos. Mas, desde que tenhamos tempo para fazê-lo, cabe a cada um decidir o que quer e pode fazer. Desde que estejamos todos a tempo de dar o próximo concerto.

A música permite-vos viver apenas a fazer isto ou alguém do grupo tem de manter empregos a full-time ou part-time para ajudar a pagar as contas?
Somos suficientemente afortunados para poder ter a nossa carreira nos Amaranthe como o nosso único emprego a full-time.

«Massive Addictive» é editado hoje.
Site oficial

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Um pensamento sobre “AMARANTHE

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