GRAND MAGUS

Grand Magus - The Hunt Logo RGBOs suecos Grand Magus são mestres em se furtarem não apenas ao título de “heróis” da cena retro, como aos constantes rótulos que lhes são colados, oscilando entre o heavy metal mais clássico, o hard rock inspirado em AC/DC e um heavy/doom épico e grandioso. Constantes nos seus álbuns são, no entanto, os riffs de solidez à prova de sismos, a temática pagã/anti-cristã e as grandes canções. «Triumph And Power», a proposta que agora chega ao mercado, volta a colocá-los em rota de colisão frontal com quem não resiste a um bom hino de heavy/doom metal épico com as referências musicais certas. O guitarrista e vocalista JB Christoffersson confidenciou-nos que está numa “fase Saxon” e que isso pode explicar a direcção musical do disco.

GrandMagus2013aConsideram o «Triumph And Power» a continuação lógica do vosso último álbum, mais do que algum disco foi no passado a continuação do seu antecessor?
[Pausa] Não me parece. Acho que o «The Hunt» foi um pouco uma evolução para nós, na medida em que tinha algumas canções com fortes influências hard rock, na onda do meterial dos AC/DC. Os nossos outros trabalhos são muito mais metal, por assim dizer. Acho que o «Triumph And Power» é mais como os nossos álbuns antigos, como por exemplo o «Iron Will».

O recrutamento do [novo baterista] Ludwig Witt teve algum tipo de impacto na composição do novo material ou na dinâmica de composição e arranjos da banda?
A dinâmica mudou definitivamente; agora escrevo canções com a técnica do Ludwig em mente e ele tem as mesmas ideias que eu em relação à bateria no metal. Também o facto de termos dado inúmeros concertos juntos ajudou a construir um laço musical muito natural entre nós os três.

Achas que a evolução de disco para disco, que é a vossa imagem de marca, se deve ao facto das vossas influências musicais estarem sempre a mudar ou elas são basicamente as mesmas, mas com diferentes abordagens?
Acho que é mais a última parte. As nossas influências permanecem basicamente as mesmas desde que começámos, mas os gostos particulares variam ao longo do tempo. Como na altura em que fizemos o «The Hunt», eu estava particularmente viciado em AC/DC e acho que isso influenciou totalmente esse disco.

GrandMagus2013ePosto isso, o que andas a ouvir mais actualmente e qual a tua opinião sobre o novo álbum dos Black Sabbath?
Estou actualmente numa fase Saxon. [risos] Tenho períodos desses mais ou menos a cada dois anos. Acho que estou a passar para uma fase mais black metal neste momento. Sinto necessidade de ouvir discos de Darkthrone. Ainda não ouvi o novo álbum dos [Black] Sabbath, apenas uma música, por isso não posso comentar. Oiço mais os discos antigos deles. [risos]

Existe uma espécie de “nova vaga” de metal tradicional, em todos os seus sub-géneros. Encontras alguma explicação para isso?
Tudo vai e vem em círculos. É assim que as modas funcionam. Calculo que tenha chegado a altura para o chamado metal tradicional. Dentro de um par de anos vai ser outra coisa qualquer e a maioria das coisas que neste momento são hype terão sido esquecidas.

Trabalharam com o Nico Elgstrand de novo na produção deste CD. O que este “regresso ao local do crime” vos permitiu obter, em termos de som, para o «Triumph And Power»?
Acho que ele fez um tremendo trabalho na mistura. O objectivo para este álbum era fazer uma obra majestosa, pesada e poderosa e as canções foram escritas com esse fim em mente; acho que ele conseguiu captar isso na produção e mistura. Tirando isso, ele mantém-nos na ordem e nunca aceita nada que não seja o melhor que podemos fazer, seja na composição ou na interpretação.

Grand Magus - Triumph And PowerFoste um dos convidados no novo álbum de Ayreon. Que tal foi a experiência?
Foi uma grande experiência e uma coisa muito educativa para mim. Nunca tinha estado envolvido naquele tipo de música e aprendi muito a trabalhar com o Arjen [Lucassen, mentor de Ayreon]. Ele é um tipo impecável um excelente músico.

Os Grand Magus continuam a crescer em estatuto. Achas que a banda tem potencial para chegar ao topo da cena e dar-vos possibilidade de viverem uma vida de rockstars?
Em termos musicais, sinto definitivamente que temos esse potencial. Quanto ao resto, não sei.

É difícil manterem a motivação, a inspiração e a vontade férrea quando fazem o que fazem há já uma década, ininterruptamente, em ciclos intermináveis de composição-gravação-promoção-digressões?
Acho que o facto de termos vindo a crescer de forma constante todos os anos torna mais fácil o acto de nos motivarmos para continuarmos. Nunca fomos um hype e depois abandonados, percebes? E mesmo dando um pequeno passo de cada vez, são passos para cima e para a frente, em vez de para baixo.

À medida que vais ficando mais velho e a vida na estrada se vai tornando mais exigente e intensa, pensas se serás capaz de fazer isto quando fores mais velho e se existirá um limite de idade para este tipo de vida?
Sim, penso nisso frequentemente. Acho que depende do tipo de pessoas que somos. Tudo o que posso dizer é que vivo a minha vida dia a dia e não planeio muito as coisas. Quem sabe o que o futuro trará?

«Triumph And Power» foi editado em Janeiro.
Site oficial

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