INCURA

Press_Logo_02Compostos por partes iguais de rock progressivo, hard rock, groove metal, pop e ambiente de banda-sonora, os canadianos Incura são uma banda que desafia conceitos estabelecidos, receitas de composição e a própria indústria musical. O disco homónimo de estreia está a causar, em partes iguais, choque e comoção nas comunidades rock e metaleira e descrições como “Uma mistura de System Of A Down, The Mars Volta e Coheed & Cambria” revelam bem a confusão e inaptidão da imprensa actual para lidar com a verdadeira originalidade. O vocalista Kyle Gruninger explicou-nos que nada nos Incura é verdadeiramente planeado.

Press_Photo_01O contrato que assinaram com a InsideOut foi algo surpreendente. Também vos surpreendeu a vocês que uma editora com aquelas características quisesse assinar-vos? Como aconteceu?
Sabíamos, quando fizemos este disco, que teríamos de fazer um forcing para que fosse editado internacionalmente. Fomos à Europa para tocar no festival Reeperbahn e começámos aí a montar a nossa equipa internacional. É uma enorme honra fazer parte de uma editora com um catálogo tão cheio de talento.

Já conheciam e editora e eram fãs de alguns dos seus artistas?
É óbvio que somos enormes admiradores de prog rock, por isso uma considerável quantidade de músicos e bandas do catálogo deles são grandes influências para nós. O canadiano Devin Townsend é um dos meus favoritos, desde o tempo dos Strapping Young Lad.

O «Incura» já foi gravado há algum tempo. Qual a vossa opinião sobre os temas agora?
Demos tudo o que tínhamos na gravação deste disco. Sacrificámos o nosso tempo, dinheiro, relacionamentos e sanidade para que o álbum fosse tão bom quanto poderia ser. Estamos muito orgulhosos dele e mal podemos esperar para mostrá-lo ao mundo.

Press_Photo_05Como chegaram a este estilo musical? A mistura de Coheed & Cambria, Three, System Of A Down e The Mars Volta que surge muitas vezes para vos descrever é minimamente justa?
Ouvimos todos géneros muito diferentes e todos vimos de backgrounds diversos. Quando juntamos todas as nossas influências metálicas, prog, rock e teatrais, obtemos os Incura. Não planeámos a nossa sonoridade; simplesmente aconteceu. Das bandas de que falaste, apenas os System Of A Down fazem parte da minha colecção de discos.

A vossa composição neste álbum parece beneficiar de uma enorme liberdade. Agora que o mundo vai conhecer a vossa sonoridade, acham que este estilo pode tornar-se o “estilo dos Incura” e que vocês vão ter um pouco menos de liberdade de movimentos nas próximas composições?
Não procuramos estabelecer sonoridade nenhuma. Procuramos sempre ser criativos e não colocar quaisquer tipo de barreiras em relação a como o próximo disco pode vir a soar. O próximo álbum vai ser diferente e isso não nos incomoda nada.

O disco contém algumas partes mais técnicas, mas parecem estar sempre ao serviço da eficiência das canções. Existe alguma preocupação consciente da banda em não sacrificar as canções em prol de arranjos mais progressivos ou tecnicamente exigentes?
Tem tudo a ver com uma grande canção. Sem as canções não haveria motivo para se ouvir a nossa música. Seríamos apenas outra banda de prog a tocar solos de cinco minutos e a concentrar-se naquilo que acredito ser um processo auto-indulgente que não se foca nos fãs nem no ouvinte e no que eles querem. É diferente para cada projecto, mas feitas bem as contas… Tem tudo a ver com uma grande canção.

Press_Cover_01As letras parecem muito focadas em relacionamentos pessoais e sentimentos. Quanto de ti – pessoalmente – está nelas? Tomaste algum tipo de precaução para evitares ficar demasiado exposto?
Mais uma vez aqui, recuso-me a colocar-me algum tipo de censura ou limitações quando escrevo letras. E sim, foram todas escritas a partir de experiências pessoais. Nunca foi minha intenção “não me expor” muito, mas por vezes as letras são suposto serem interrompidas e não escritas de forma tão literal. Mas, mais uma vez, não foi uma decisão consciente.

O cinismo e a ironia são também mecanismos de protecção nas letras deste trabalho?
Com certeza; uso diferente técnicas e estilos de escrita, mas sinceramente existem muitas formas bonitas de escrever a mesma coisa… “Ela anda por aí triste” pode tornar-se em “Com o coração pesado, o seu sorriso desaparece” ou “Eu vendia drogas e comprava coisas” pode tornar-se “Percorrendo toda a cidade, a mostrar as merdas vistosas”, por exemplo.

Existe nos Incura uma forte componente teatral, tanto na composição como na interpretação. Sei que és grande fã dessa arte e até um actor, certo?
Sim, estudei teatro na universidade e subo ao palco sempre que não estou ocupado com os Incura. Por isso, é com naturalidade que essa influência surge um pouco por todo o disco.

Achas que os Incura terão sempre essa ligação ou consideras seguir um caminho musical diferente, se a vossa evolução natural vos levar noutra direcção?
Vamos onde a música nos levar. Os Incura não são e nunca serão limitados por nada. A liberdade criativa completa é a única forma de um projecto como o nosso funcionar.

«Incura» foi editado em Fevereiro.
Site oficial

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