THE VINTAGE CARAVAN

TheVintageCaravan_Logo_smallNão há nada de novo numa banda actual que pratique blues rock psicadélico e progressivo como se estivessemos nos anos 70, mas se vos dissermos que os islandeses The Vintage Caravan o fazem desde os 12 anos, o caso muda de figura. A banda é a nova coqueluche da Nuclear Blast, que lançou recentemente uma versão internacional do álbum de estreia, «Voyage», e se prepara para os catapultar para o estrelato. O guitarrista e vocalista Óskar Logi Ágústsson falou connosco e explicou o magnetismo do jovem trio.

TheVintageCaravan2013gComo é que um disco como o «Voyage» fica praticamente desconhecido na Europa, e ao mesmo tempo vocês se mantém um segredo tão bem guardado aí na Islândia, numa era tão global como a que vivemos? Foi frustrante para vocês?
Boa pergunta. Senti-me um pouco triste quando o disco saiu aqui na Islândia e poucas pessoas mostraram algum interesse. Isso acabou por tornar a resposta internacional, de pessoas fora da Islândia, muito mais apelativa. Por isso estou satisfeito com o rumo que as coisas tomaram.

Uma vez que originalmente as canções já tinham sido escritas em inglês, imagina-se que a perspetiva internacional de carreira fosse uma coisa que estivesse sempre na vossa cabeça, não?
Sempre escrevemos as nossas letras em inglês, simplesmente porque a linguagem islandesa cantada sobre a nossa música soa demasiado esquisita. [risos] Passar a nossa música a tantas pessoas quanto possível é algo que nos deixa felizes, por isso estamos contentes por termos esta oportunidade de trabalharmos com a Nuclear Blast. Estamos aqui para ficar.

Qual é a sensação de estarem a lançar de novo o disco e de terem uma fase tão intensa de promoção de novo, quando estão provavelmente mais excitados com as novas composições do que com aquelas presentes no «Voyage»?
Tanto a Nuclear Blast como nós somos da opinião que o álbum deve ser ouvido, por isso estamos encantados por o relançarmos para a Europa. Também é verdade que temos composto como doidos e que o próximo disco vai ser espantoso. Mas as faixas do «Voyage» são sempre divertidas de tocar ao vivo, por isso não ouvirás uma queixa da nossa boca. [risos]

TheVintageCaravan2013iUma das coisas mais impressionantes na vossa banda é o facto de a terem começado quando tinham à volta de 12 anos e de praticamente terem crescido a tocar nela. Tiveram de fazer um esforço para continuarem a praticar este estilo musical nestes oito anos, à medida que as vossas personalidades e gostos pessoais evoluíam ou basicamente sempre gostaram deste estilo de blues rock psicadélico e progressivo?
[Risos] Sempre fizemos isto, sim. Nem me lembro da altura da minha vida antes dos The Vintage Caravan! [risos] Tocamos aquilo que sentimos e que gostamos, não criamos barreiras e dizemos “Somos este tipo de banda”. Podemos tocar tudo aquilo que nos apetecer e estamos constantemente a evoluir e experimentar. Por exemplo, o próximo álbum vai ser diferente; mais pesado.

O facto de serem islandeses é encarado pela editora como um argumento de vendas. O país tem alguma tradição de blues rock, tipo bandas que estavam activas nos anos 70 ou inícios da década de 80 que vos sirvam de inspiração? Ou as vossas influências estão apenas na cena internacional?
Por acaso uma das minhas bandas preferidas é islandesa. São os Trúbrot, um super-grupo que existiu aqui entre o final dos anos 60 e o início dos anos 70. O álbum deles «Lifun» é um autêntico tesouro. Infelizmente, somos o único grupo finlandês a praticar este estilo de música actualmente. Se bem que os Brain Police praticam stoner rock… Mas não nos consideraria uma banda de stoner rock.

Compor este estilo de música vintage significa ter de trabalhar com os mesmos elementos musicais que centenas de bandas já usaram antes – algumas delas de forma brilhante – e isso pode ser tramado para quem procura criar música original. Qual é o vosso segredo? Têm algum tipo de preocupação em soar de forma diferente?
Se pensássemos nisso e stressássemos com esse tipo de coisas, acabávamos por não fazer nada. Limitamo-nos a tocar o tipo de música que adoramos, de forma poderosa, alta e, por vezes, tecnicamente desafiante.

The Vintage Caravan - VoyageComo conseguiram a sonoridade “quente” do álbum, em estúdio?
Não queríamos que a música soasse como um disco pop contemporâneo de som todo polido. Mantivemos alguns erros e optámos por uma sonoridade um pouco crua, colocando alguns simuladores de fita na masterização. Ainda assim, procurávamos um som que fosse de um disco novo. Não gravámos em fita, mas vamos definitivamente experimentar esse processo no futuro.

Qual é a abordagem temática das canções?
Crio basicamente personagens e histórias e encarno-as, por assim dizer. Mas existem algumas músicas mais pessoais no álbum, como a «Do You Remember», que é baseada na vida real. Apesar disso a maior parte das personagens e eventos que criamos são baseados em alguma coisa que aconteceu mesmo.

O que nos podes adiantar sobre o próximo lançamento? Como vai soar, quando comparado com o «Voyage»?
Definitivamente mais pesado, mais complexo, mais ainda assim directo e divertido. O «Voyage» é basicamente constituído por canções minhas, mas no novo material toda a gente na banda esteve activamente envolvida no processo de escrita. Divertimo-nos imenso a compor estas canções. Mal posso esperar por partilhá-las com vocês.

«Voyage» foi editado em Janeiro.
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Um pensamento sobre “THE VINTAGE CARAVAN

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