Todos os artigos de feedbackmagazine

BIG BUSINESS

BigBusiness_BattlefieldsForeverBIG BUSINESS
«Battlefields Forever»
Solar Flare Records
8/10
Quando o baixista e vocalista Jared Warren e o baterista Coady Willis começaram os Big Business em 2004, o objectivo era “apenas” fazer bom sludge/stoner com raízes no heavy metal clássico, não longe do que os compatriotas Mastodon andavam a fazer (na altura com «Leviathan»), mas com uma assinatura muito própria. Entretanto a vida trocou-lhes um pouco as voltas e o grupo chega a «Battlefields Forever», o seu quarto álbum de originais, em formato de quarteto e com a etiqueta de Warren e Willis serem metade dos Melvins, que integraram em 2006. No entanto, Big Business mantém-se o projecto que foi criado para ser e o novo álbum contém uma série de canções invulgarmente ear friendly para os níveis de low end e e riffs sludge gravalhões que lá estão enfiados. A coisa começa logo com um call to arms definidor, em que a sonoridade da banda se mistura com percussão tribal, para depois partir para um rock’n’roll dos infernos, em que o sludge, o stoner e o heavy metal clássico procriam de todas as formas possíveis e imaginárias, criando uma espécie de linhagem que os fãs de Mastodon e Baroness saberão apreciar em todo o seu alcance de melodia, experimentalismo sónico e força.

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SLAYER MUDARAM DE EDITORA POR TEREM TIDO PROPOSTA “INSULTUOSA”

Slayer_Band_2015Kerry King, guitarrista dos Slayer, revelou esta semana numa entrevista à revista Metal Hammer, que a mudança de editora para o novo álbum da banda se deveu a uma proposta “insultuosa” que receberam por parte da empresa com que trabalharam nos últimos anos. Recorde-se que «Repentless», o mais recente trabalho do influente grupo de thrash, vai ser lançado em Setembro pela Nuclear Blast depois de uma parceria de 28 anos com a editora gerida por Rick Rubin, a American Recordings.

A solidariedade é bem mais forte do que saltar do barco e ir para outro lugar qualquer”, referiu King na entrevista. “Pensei que fossemos continuar na American, mas quando recebemos a proposta deles, senti-me insultado. Para mim, foi como me dizerem ‘Boa sorte, já não vais ter mais boa sorte aqui’. E foi assim que encontrámos os nossos novos amigos da Nuclear Blast”. O baixista da banda Tom Araya corrobora que não foi a banda que decidiu acabar com a parceria com a editora de Rubin. “Foi mais ele que nos deu a notícia. Quando começámos este disco, era com o princípio de que iríamos trabalhar com o Rick. Mas as coisas não resultaram. Por isso mudámo-nos”.

Recorde-se que os Slayer mudaram também de produtor ao longo das gravações de «Repentless». Inicialmente o trabalho começou por ser feito com Greg Fidelman, engenheiro de som que tinha dirigido as gravações do álbum anterior «World Painted Blood», mas devido a problemas de agenda a banda terminou as gravações com Terry Date (Pantera, Overkill, Machine Head).

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ALTAR OF PLAGUES [TAMBÉM] NO AMPLIFEST

AltarOfPlagues_2013A mais recente confirmação para a edição deste ano do Amplifest, que decorre na sala portuense do Hard Club nos dias 19 e 20 de Setembro, chama-se… Altar Of Plagues. Sim, leram bem. A banda de pós-black metal irlandesa está de volta às actividades, um ano e meio depois de ter anunciado o fim do projecto, mas apenas para uma digressão europeia de despedida. Felizmente, Portugal tem direito a assistir a um desses últimos concertos, que despejarão em cima dos espectadores lusos os temas essenciais de discos como «White Tomb», «Mammal» ou «Teethed Glory And Injury», bem como eventualmente um ou outro dos vários EPs editados pela banda.

Os Altar Of Plagues juntam-se assim a um cartaz que já incluía dois nomes de peso: Converge e Amenra. Mais bandas deverão ser anunciadas em breve.

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POSTO DE ESCUTA 29.05.2015

A perspectiva de um fim-de-semana é sempre uma boa desculpa para vos revelarmos o que andamos a ouvir. eis mais um Posto de Escuta pleno de boas sugestões para aproveitarem os dias de calor que se adivinham.

Arcadia_AdhorribleAndDeathliciousARCADIA «Adhorrible And Deathlicious»
Beyond Prod.
A ideia nem é má. Os Arcadia pegam no metalcore de primeira geração, de bandas como Fear Factory, e dão-lhe um cunho ligeiramente pessoal, nomeadamente ao nível dos arranjos melódicos e de algum peso extra. O resultado justifica a alcunha de “Fear Factory italianos” que o grupo tem, mas ao quinto álbum de originais nota-se alguma estagnação da receita musical e uma ligeira repetição de ideias. A produção deveria ter também um pouco mais de push e brilho, para que a dinâmica dos Arcadia funcionasse um pouco melhor. Ainda assim, se a vossa cena é metalcore experimental, de vocalizações variadas e com um cunho pessoal, «Adhorrible And Deathlicious» pode ter alguma coisa para vocês. (6/10)


 

Chabtan_TheKissOfCHABTAN «The Kiss Of Coatlicue»
Mighty Music
Não deixa de ser impressionante os níveis de ambição e confiança que os franceses Chabtan apresentam logo no seu disco de estreia. Apesar de contarem na formação com músicos de alguma experiência (um dos guitarristas pertenceu aos Discordant e o baterista fa parte dos Song My), o projecto nasceu apenas em 2011 e agora, com «The Kiss Of Coatlicue», apresenta já uma interessante proposta de death metal/deathcore influenciada pela Mesopotâmia. As ligações dos Chabtan ao Médio Oriente são feitas essencialmente por via das letras, mas também de algumas atmosferas e melodias, que encaixam bem no death metal tecnicamente puxadinho e pesado apresentado pelos parisienses. O resultado final respira modernidade, intensidade, também algum exotismo e pode considerar-se uma aposta ganha. Faltam, naturalmente, limar arestas, nomeadamente ao nível da parte mais brutal da música da banda, que carece um pouco mais de personalidade e esclarecimento ao nível da composição, mas para disco de estreia «The Kiss Of Coatlicue» não está mesmo nada mau. (7/10)


 

Prefinal_1_StadtCOLD CELL «Lowlife»
Avantgarde Music
Não muito longe do universo dos compatriotas Schammasch, com quem compartilham o baterista, os suíços Cold Cell chegam ao segundo álbum de originais com uma versão um pouco mais esclarecida do black metal frio e vanguardista que tinham apresentado em 2013 na estreia «Generation Abomination». A variedade rítmica, entre o black’n’roll e a velocidade extrema que traz muita Escandinávia para a música dos Cold Cell, será porventura o departamento em que a banda mais evoluiu. De resto, «Lowlife» não foge muito ao espectro de black metal hermético, feito com os mesmos elementos sónicos de sempre, pese embora usados com parcimónia e alguma criatividade. Mas continua a ser, por opção própria, um disco de black metal para fãs de black metal. (7/10)


 

Exxiles_OblivionEXXILES «Oblivion»
Nightmare Records
Formado pelo ex-baterista dos Reign Of The Architect, Mauricio Bustamante, Exxiles é um novo projecto de heavy metal sinfónico e progressivo, ao estilo de rock-ópera e cheio de colaborações de convidados especiais de renome. A construção musical carece ainda de alguma simplicidade e assertividade, mas a estreia «Oblivion» mostra predicados interessantes para quem gosta de power metal multi-camadas, de melodias inteligentes e laivos progressivos. E depois, claro que gente como Mike Lepond (Symphony X), Chris Caffery (ex-Savatage), Marcelia Bovio (Stream Of Passion), Oddleif Stensland (Communic) ou Wilmer Waarbroek (Ayreon), entre outros, dão sempre um boost de qualidade (técnica e de interpretação) e mais-valia que enriquecem qualquer disco. (7/10)


 

12 Jacket (3mm Spine) [GDOB-30H3-007}HIDDEN ORCHESTRA «Reorchestrations»
Denovali Records
Não há grandes palavras para descreverem o que o multi-instrumentista Joe Acheson faz no seu projecto Hidden Orchestra. Digamos apenas que música electrónica e acústica são fundidas, domadas e apresentadas como nunca ouvimos antes. Neste projecto de remisturas, o senhor levou para o seu estúdio gente como Piano Interrupted, Poppy Ackroyd, Floex ou Long Arm para trabalhar em cima de faixas escritas desde o seu último álbum «Archipelago», de 2012. O resultado é um festim de experimentação musical, cheio de harmonias ricamente texturadas, breakbeat suave enrolado com jazz, música contemporânea fortemente atmosférica a puxar para a banda-sonora e coisas electrónicas que vão muito para além da mera electrónica. É Hidden Orchestra levado à quinta casa da perfeição sónica. (9/10)


 

Teethgrinder_MisanthropyTEETHGRINDER «Misanthropy»
Lifeforce Records
Se quisermos ser rigorosos, temos de descrever a sonoridade dos holandeses Teethgrinder, neste disco de estreia, como uma mistura de grindcore, powerviolencce, black metal, noise e crust. Mas a coisa é feita com tamanha violência e maldade que a última coisa que nos apetece é sermos rigorosos. «Misanthropy» é castanhada da boa, feita com o mesmo tipo de mentalidade que orienta os Napalm Death há décadas: derrubar cada uma das barreiras existentes entre os mais extremos géneros musicais, fazê-lo com inteligência, um olho na experimentação mas sem um pingo de ponderação ou bom senso. Porque o que interessa, no mundinho perfeito dos Teethgrinder, é acelerar até ao ponto da fusão nuclear, desacelerar para atmosferas doom/industriais e depois voltar a acelerar até o ouvinte estar feito numa polpa. Estão avisados. (8/10)


 

TheGreatDiscord_DuendeTHE GREAT DISCORD «Duende»
Metal Blade
Misturam metal progressivo moderno, influenciado por The Dillinger Escape Plan e Meshhugah, com vocalizações femininas de personalidade forte e momentos de uma melancolia que lhes revela a alma sueca. Chamam-se The Great Discord e o seu disco de estreia, «Duende», é uma vertigem de coisas muito interessantes, outras apenas vagamente interessantes e algumas – poucas – que revelam bem a tenra idade do quinteto. A grande vantagem da proposta o projecto é, definitivamente, a forma como conseguem aliar melodia, harmonias clássicas e arranjos tecnicamente puxados. O grande ponto negativo de «Duende» é a falta de foco das canções, que se “limitam” a ser fatias da abordagem musical da banda, sem uma grande personalidade musical vincada. Ainda assim, trata-se de uma estreia reveladora, por parte de uma banda que pode tornar-se bem válida. Assim saiba crescer e evoluir.. (7/10)


 

ThirdIon_13-8BitTHIRD ION «13/8 Bit»
Glasstone Records
Fundados em 2010, os Third Ion são daqueles projectos destinados a fazer grande música que depois, de acordo com sorte, conjuntura e os conhecimentos certos, podem ou não ter o reconhecimento que merecem. Mas uma banda que junta nas suas fileiras um ex-baixista da The Devin Townsend Band (Mike Young), um guitarrista que esteve oito anos nos Into Eternity (Justin Bender),o vocalista dos doomsters The Highest Leviathan (Tyler Gilbert) e um baterista com as qualidades técnicas de Aaron Edgar, só pode mesmo escrever e gravar música de qualidade. É o caso de «13/8 Bit», disco de estreia do projecto, cujo metal progressivo oscila entre a melodia e atmosferas de uns Soen, a libertinagem de uns Fair To Midland e a selvajaria técnica de uns Contortionist. O quarteto une todos os elementos musicais da sua receita com um misto de inspiração, coesão e fluidez natural de grandes músicos. Pode ser o disco certo para tirar o vício Soen do corpo de muito boa gente. (8/10)


 

Vargnatt_GrausammlerVARGNATT «Grausammler»
Eisenwald
Não foram necessários mais do que duas maquetas e um EP para que os Vargnatt se destacassem na competitiva cena alemã de black metal. O motivo é uma abordagem “clássica” (ler “como nos primeiros discos de Burzum e Ulver”) ao black metal escandinavo e naturista. «Grausammler», o primeiro longa-duração do projecto, vem agora confirmar totalmente os predicados do colectivo: uma sólida parede sonora composta por riffs gélidos e evocativos, ocasionalmente “cortada” por passagens acústicas e sempre adornada por atmosferas espessas e pela voz gritada em desespero do mentor Evae. Dentro do black metal nórdico, naturista e atmosférico, não há muito melhor que isto. (8/10)


 

Witchwood_LitaniesFromTheWITCHWOOD «Litanies From The Woods»
Jolly Roger Records
Já sabemos o que vocês vão pensar quando descrevermos o disco de estreia dos Witchwood como “hard/doom rock psicadélico e progressivo”. O que vão pensar é “Mais hippies”. E sim, estes italianos são hippies. O problema, meus amigos, é que também conseguiram fazer um disco do caraças, cheio de recantos de devaneios prog, canções de blues/rock que gritam Led Zeppelin em todos os riffs e uma atmosfera que é preciso ser experimentada para ser verdadeiramente percebida. O facto dos Witchwood se terem formado a partir das raízes de uma banda já algo experiente – os Buttered Bacon Biscuits – ajuda a explicar, mas não justifica toda a genialidade de «Litanies From The Woods». Por isso sim, este é mais um disco que cai no hype do doom/hard rock retro e vintage. Mas não, não é um disco qualquer. (8/10)

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LINDEMANN: PRIMEIRO VÍDEO JÁ ESTÁ ONLINE

Lindemann2015_leadPode ser visto em baixo o vídeo oficial do tema «Praise Abort», que faz parte do disco de estreia de Lindemann, o projecto que junta Till Lindemann (vocalista dos Rammstein) ao sueco Peter Tägtgren, dos Hypocrisy e Pain. O álbum, chamado «Skills In Pills», sai no dia 23 de Junho pela Warner Bros. Já o single «Praise Abort» está disponível para encomendas em versão digital, nas plataformas habituais, a partir de hoje.

«Skills In Pills» conterá 11 faixas e será editado em diversos formatos: edição “normal” (digipack com folheto de 28 páginas), edição especial (em packaging Blu-ray,com folheto de 28 páginas e a faixa-bónus «That’s My Heart»), edição super-luxuosa (livro de grande formato de capa dura e 80 páginas, com telescópio de cartão, CD e a faixa-bónus «That’s My Heart»), vinil (em gatefold, com a faixa-bónus e cartão de download) e edição digital.

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BONG

Bong_WeAreWeBONG
«We Are, We Were And We Will Have Been»
Ritual Productions
8/10
Existem – agora mais que nunca – muitas bandas de doom e estilos adjacentes, nomeadamente drone. Mas poucas conseguem submerger-nos como os ingleses Bong fazem. Em «We Are, We Were And We Will Have Been», a sua quinta proposta de estúdio, o quarteto apresenta dois temas, num total de 35 minutos, com duas abordagens ligeiramente diferentes. «Time Regained» é puro doom/drone ritualista na melhor tradição dos Bong: distorcido até à hipnose, formal e denso, numa intensidade com que a maioria das bandas doom pode apenas sonhar. «Find Your Own Gods» resvala mais para o universo psicadélico e atmosférico, induzindo a um diferente tipo de transe com sintetizadores e melodias que se ouvem ao longe, na paisagem distorcida por um calor sobrenatural. O grupo oriundo de Newcastle consegue manter os níveis máximos de experimentalismo a que habituou os seus fãs e, ao mesmo tempo, criar dois momentos monolíticos de doom/drone, com personalidades bem distintas e vincadas, mas que se complementam e funcionam de forma irrepreensível. Pode ser o hype, podem andar ao colinho da imprensa internacional (e mesmo nacional), mas de uma coisa não podemos acusar os Bong: de não fazerem discos em piloto automático ou com qualidade duvidosa. E se «We Are, We Were And We Will Have Been» não é uma obra-prima, anda lá perto.

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STEVEN WILSON EM PORTUGAL EM SETEMBRO

StevenWilson_2015Steven Wilson, o genial líder e fundador dos não menos geniais Porcupine Tree, tem também uma genial carreira em nome próprio. Nela, o multi-instrumentista e cantor explora um lado mais ecléctico e experimental do rock progressivo com que “ganha a vida” na sua banda principal. E é precisamente esse lado da sua carreira que o traz a Portugal no dia 15 de Setembro, uma terça-feira, para um concerto na Sala Tejo da Meo Arena, em Lisboa. Em cima do palco estará principalmente a novidade «Hand.Cannot.Erase», editada há três meses (da qual faz parte a música que ilustra o vído-clip em baixo), mas também os melhores momentos dos três discos a solo que Wilson editou nos últimos sete anos.

O espectáculo tem início marcado para as 21.30h e as portas abrem uma hora antes. Os bilhetes estão disponíveis nos locais habituais, com um preço único de Eur 25,00.

SHINING ESTREIAM VÍDEO DE MÚSICA NOVA

Shining_LiveBand_2015Os suecos Shining disponibilizaram ontem online o vídeo-clip oficial do tema «Vilja & dröm», o segundo dos seis que fazem parte do seu novo álbum de originais «IX – Everyone, Everything, Everywhere, Ends», editado no final do mês passado pela Season of Mist. O vídeo, que conta com algumas imagens bem chocantes e que mantém intacta a imagem controversa da banda liderada pelo vocalista Niklas Kvarforth, pode ser visto em baixo.

Kvarforth fundou os Shining em 1996, na altura com 12 anos e, desde aí, a banda praticamente inventou o black metal suicida. A polémica é outra das imagens de marca do projecto e os episódios controversos sucedem-se. Em 2006, o músico desapareceu por várias semanas e pensou-se que tivesse cometido suicídio. Os Shining anunciaram que continuariam a sua carreira, a pedido do próprio Kvarforth, com um novo vocalista chamado Ghoul. Só que, no concerto de “estreia” de Ghoul, dado em Fevereiro de 2007 na Suécia, ficou a saber-se que o cantor era nada mais nada menos do que o próprio Niklas Kvarforth.

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LEPROUS

CD BookletLEPROUS
«The Congregation»
InsideOut Music
8/10
O modus operandi dos noruegueses Leprous pode estar a tornar-se um pouco repetitivo passados cinco álbuns de originais mas, como «The Congregation» mostra tão bem, a banda consegue compensar essa habituação dos seus fãs com competência, talento e pura inspiração. Por isso, não se admirem se este quinto álbum do colectivo oriundo de Telemark vos soar estranhamente familiar em termos estilísticos; afinal, estamos a falar da mesma abordagem de metal técnico, progressivo mas incrivelmente melódico ao nível das vocalizações que os Leprous já vinham apresentando nas propostas anteriores. O resultado, esse, não é radicalmente diferente mas mostra uma banda mais crescida, mais experiente e mais coesa e isso nota-se nas músicas. Porque são mais eclécticas e, ao mesmo tempo, misturam todos os componentes da receita da banda de forma mais homogénea e coesa. «The Congregation», em resultado disso, pode muito bem ser o disco menos imediato dos Leprous, no sentido em que as canções demoram mais tempo a serem assimiladas em todo o seu espectro sonoro, mas é o mais completo e maduro disco do projecto, que compensará mais o ouvinte depois de algumas audições atentas. Porque nem tudo é juventude, progressão selvática e experimentalismo, as bandas têm de saber evoluir e chegar à idade adulta com uma dose de charme e sofisticação que compense a falta de “sangue na guelra” de outros tempos. Os Leprous, definitivamente, souberam fazê-lo.

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JUNGLE ROT: NOVO DISCO NO FINAL DE JUNHO

junglerotprevailcdA banda de death metal norte-americana Jungle Rot edita no dia 30 de Junho «Order Shall Prevail», o seu oitavo álbum de originais. O disco, que conterá uma dezena de faixas (incluindo «Paralized Prey», que pode ser ouvida no clip em baixo) será lançado pela Victory Records e incluirá uma música gravada em parceria com Max Cavalera (Soulfly, ex-Sepultura). O sucessor de «Terror Regime», lançado em 2013, está já disponível para pré-encomendas nesta localização.

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NIGHTRAGE

Nightrage_ThePuritanNIGHTRAGE
«The Puritan»
Despotz Records
8/10
É perfeitamente audível na música e visível nas actuações ao vivo que os Nightrage amam a música que fazem. A constante motivação e o aperfeiçoar da sua receita de death metal melódico a cada novo disco que editam é, assim, uma consequência perfeitamente natural da evolução e crescimento da banda. Mesmo que a formação sofra frequentemente remodelações que fazem com que o guitarrista Marios Iliopoulos seja, por esta altura, o único elemento fundador que resta. Não que ele se importe porque, como «The Puritan» mostra, o músico ainda tem canções que cheguem dentro dele para fazer grandes discos de death metal melódico de contornos clássicos. E é isso que esta sexta proposta do grupo greco-sueco é: um álbum do som de Gotemburgo como ele era por altura de «The Jester Race», embora devidamente polido e actualizado para níveis de produção, dinâmica e musicalidade verdadeiramente contemporâneos. Ainda assim, não esperem dos Nightrage nada que os In Flames não fizessem por essa altura, mas também não esperem uma qualidade inferior. Ou seja, se querem o vosso death metal melódico como se 2015 fosse 1995, não vão mais longe: «The Puritan» é o álbum perfeito para vocês, com os riffs, as passagens acústicas, as vocalizações, as melodias e os solos de guitarra necessários para fazerem um conjunto de canções deste género funcionarem na perfeição.

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RIVERSIDE EM LISBOA EM OUTUBRO

Riverside_Band_2014É um regresso que se saúda. Os heróis do rock progressivo polaco Riverside voltam a actuar em Lisboa no dia 30 de Outubro, uma sexta-feira, no Paradise Garage. O concerto insere-se na digressão europeia que visa promover o novo álbum do colectivo liderado pelo baixista e vocalista Mariusz Duda, chamado «Love, Fear And The Time Machine» e que tem edição prevista para o mês de Setembro. Na primeira parte do concerto estarão os norte-americanos The Sixxies e os polacos Lion Shepherd. O início dos espectáculos está previsto para as 20.30h, com as portas a abrirem meia-hora antes. Os bilhetes custam Eur 20,00 e já estão à venda nos locais habituais.

Criados em 2001, não demorou muito tempo até que os Riverside e o seu rock/metal progressivo reminiscente de Porcupine Tree e Opeth fossem descobertos pela InsideOut Music, editora por excelência do género. O segundo álbum da banda, «Second Life Syndrome», catapultou-os então numa espécie de turbilhão de popularidade entre os fãs de música progressiva e no mainstream do seu próprio país. Desde aí, mais três discos de estúdio foram editados e os Riverside tornaram-se numa espécie de nome consensual no prog-metal europeu.

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CONCERTO DE CHEVELLE TERMINA EM TRAGÉDIA

chevelleband2015promo_638A imprensa norte-americana, nomeadamente o Chicago Tribune, está a avançar a notícia de que um homem de 24 anos terá falecido na última sexta-feira depois de cair de um estrado num concerto dos Chevelle em Chicago. O homem, chamado Kyle Kirchhoff, terá caído de uma altura de cerca de dois metros, do balcão situado no segundo andar da sala onde a banda de metal alternativo actuava, e foi imediatamente levado para o hospital, onde foi declarado o óbito às 22.54h locais.

Os Chevelle já lamentaram o sucedido na sua página oficial do Facebook, afirmando que as autoridades lhes solicitaram para parar a actuação a fim de determinar a gravidade do incidente que, depois de confirmada, levou ao final imediato do concerto a fim de serem levadas a cabo investigações.

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ADRAMELCH

Adramelch_OpusADRAMELCH
«Opus»
Pure Prog Records
7/10
É fácil perceber, por um lado, porque são os Adramelch uma banda com estatuto de culto entre os fãs de metal progressivo. A sua abordagem mistura de forma perfeita o “art rock” de nomes como Marillion com um lado mais metálico e épico, mantendo sempre tudo sob um inteligente manto de atmosfera. Por outro lado, não é propriamente a receita com um tipo de público-alvo bem definido (sobretudo em termos de grandes massas) e, após quase três décadas (embora com uma interrupção pelo meio) a fazer bons discos e a encher o metal progressivo de qualidade, os italianos não encontram motivação para irem para além de «Opus» e este quarto álbum de originais é mesmo o seu último. Ainda assim, não faltam pontos de interesse às 12 músicas que contém. A imagem de marca melódica, suave e sempre intrincada da composição da banda está lá toda, assim como um renovado sentido épico que os faz estenderem quase sempre as canções para além dos cinco minutos de duração e apresentar três duetos vocais. Mas é a atmosfera que dá coesão, originalidade e poder aos Adramelch e se, à falta de melhor, virem em algum lado «Opus» descrito como uma mistura de Iron Maiden, Marillion e Psychotic Waltz não pensem que é por acaso. Esta banda é mesmo especial e, pese embora os padrões do metal ou do rock progressivo internacional pareçam algo longe quando ouvimos um álbum como este, a culpa não é deles. É essencialmente de duas coisas; uma chamada “personalidade” e outra chamada “originalidade”.

CONHEÇAM DAN PADAVONA, O FILHO DE RONNIE JAMES DIO

danpadavonabookphotoDan Padavona, filho do lendário Ronnie James Dio (Heaven & Hell, Black Sabbath, Rainbow, Dio), ganha a vida a escrever. Ou tenta. Um dos seus mais ambiciosos projectos é uma série de novelas gráficas “Dark Vanishings”, de que acaba de editar o primeiro volume, e que terá três capítulos. O segundo volume está agendado para o final de Junho, enquanto que a parte final da trilogia é esperada para o fins de Julho. A história lida com um cenário pós-apocalíptico vivido por uma série de personagens diferentes. Mais informações e encomendas aqui.

Ronnie James Dio, pai de Dan, faleceu em Maio de 2010 depois de perder a batalha com um cancro do estômago. No memorial público de homenagem ao músico, o filho instou todas as pessoas a serem vistas regularmente pelo médico e a não comerem os erros que o pai cometeu. “Para o meu pai, o espectáculo tinha sempre de continuar”, referiu. “Ele ignorou os sinais de aviso durante anos e durante todo esse tempo o cancro cresceu e mutou de algo que era provavelmente fácil de derrotar para um tipo de monstro que nem o próprio Dio conseguiu matar”. Dan Padanova é também um assumido fã da música do pai, contando os Rainbow e Black Sabbath entre as suas bandas favoritas, que incluem também Nightwish, Clutch ou The Smiths.

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WE BUTTER THE BREAD WITH BUTTER

WeButterTheBreadWithButter_WiederGeinWE BUTTER THE BREAD WITH BUTTER
«Wieder Geil!»
AFM Records
7/10
Aparentemente, não correu bem aos alemães We Butter The Bread With Butter a incursão por uma editora multinacional e a ascensão ao super-estrelato. Apesar da intensa exposição, o seu álbum de 2013 «Goldkinder» não fez o crossover para o grande público, não passou do 27.º posto na tabela de vendas caseira e, pior, enfureceu os fãs da banda com uma abordagem mais claramente pop ao metalcore electrónico que era a sua imagem de marca. Agora «Wieder Geil!» dá um claro passo atrás e volta a colocar mais peso na música do projecto, mas procura também variedade e soluções sónicas renovadas para a receita musical do colectivo. Em consequência, «Wieder Geil!» é um trabalho bem mais dinâmico e excitante do que o seu antecessor, e também aquele em que o cantor Paul Bartzsch dá mais uso a toda a versatilidade da sua voz, socorrendo-se para isso do alemão mas também ocasionalmente, de letras em inglês. Para quem precisa disto traduzido por miúdos, imaginem uma banda a ir da sonoridade dos Sonic Syndicate à dos Milking The Goatmachine, com paragens em Rammstein e em Mindless Self Indulgence, numa questão de segundos. Com a coerência possível, a energia da juventude e a honestidade reencontrada de quem tentou chegar demasiado depressa ao último degrau da escada e se esbardalhou dali a baixo. É a isso que soa.

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FEAR FACTORY: NOVO DISCO SAI EM AGOSTO

Fearfactory_DinoBurton_2015_638Os Fear Factory já têm data de saída para o seu décimo álbum de originais. O trabalho chamar-se-á «Genexus» e é editado pela Nuclear Blast no dia 7 de Agosto. A produção foi levada a cabo pelo engenheiro de som habitual da banda Rhys Fulber, pelo guitarrista Dino Cazares e pelo vocalista Burton C. Bell. A mistura foi feita por Andy Sneap, que trabalhou anteriormente com bandas como Arch Enemy, Testament, Exodus e Machine Head.

«Genexus» sucede a «The Industrialist», que os Fear Factory editaram em 2012 e será o primeiro disco da banda a contar com o baixista Tony Campos (dos Ministry e Asesino), que substitui recentemente Matt DeVries. O baterista Mike Heller (Azure Emote, Control/Resist, Malignancy) completa a formação oficial do colectivo.

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KAMCHATKA

Kamchatka_LongRoadMadeKAMCHATKA
«Long Road Made Of Gold»
Despotz Records
7/10
Quem segue este blog já conhece os suecos Kamchatka e a sua capacidade intrínseca para enfiarem prog rock no blues rock. Quem nunca ouviu falar no projecto tem em «Long Road Made Of Gold», o seu sexto álbum de originais, uma boa oportunidade de tomar contacto com a música descontraída, poderosa e visceral da banda. Porque, não revolucionando em nada a sua sonoridade, os Kamchatka cresceram, evoluíram e demoraram tempo para compor e gravar o álbum. E isso nota-se, através de um punhado de canções mais maduras, mais concisas, mais variadas e que gozam de uma modernidade old school que já levou a revista inglesa Classic Rock a descrevê-la como “1973 em 2015”. A “culpa” é, não apenas, de uma banda que conhece todos os recantos do blues rock clássico e o funde muito bem com trejeitos progressivos, mas também de uma inesperada parceria com Russ Russell, produtor de bandas como Napalm Death, na mistura e masterização do álbum. O resultado é uma dúzia de canções de hard rock clássico, cheio de blues nas veias e sangue na guelra, que pode não convencer quem acha que o movimento retro sueco terminou nos Graveyard, mas que constitui um belo cardápio para quem ouve a sua música sem pensar muito em movimentos, estéticas ou originalidade.

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SYMPHONY X LANÇAM VÍDEO COM LETRAS DE NOVA CANÇÃO

symphonyxunderworldcdÉ já a 24 de Julho que os mestres do power metal progressivo Symphony X editam o seu novo álbum de originais, intitulado «Underworld». E agora a faixa de abertura do disco, chamada «Nevermore», está disponível para audição online através de um vídeo com letras. Vejam-no abaixo. O trabalho é, segundo a banda, inspirado no poeta italiano Dante Alighieri, sobretudo a sua obra “Divina Comédia”, mas não será um álbum conceptual. O CD conterá 11 faixas e tem capa desenhada por Warren Flanagan, ilustrador de obras como “Watchmen”, “The Incredible Hulk” e “2012”. Pela amostra, será mais uma obra-prima de power metal sinfónico, progressivo e irresistível.

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POSTO DE ESCUTA 23.05.2015

Fim-de-semana sem Posto de Escuta não é verdadeiramente um fim-de-semana, por isso eis a nossa lista de disquinhos que nos têm estado a animar os MP3, leitores de CDs e gira-discos nos últimos dias. Descubram o vosso novo vício e não digam que vão daqui.

Charlie Front Square copyCHARLIE BARNES «More Stately Mansions»
Superball Music
Charlie Barnes, colaborador habitual dos ingleses Amplifier, tem um fraquinho pelo pós-rock melancólico. Por isso, é perfeitamente natural que este seu segundo álbum de originais seja uma espécie de mistura da quietude do universo musical dos Sigur Rós, do lado mais intimista dos Oceansize, das texturas vocais de Freddy Mercury e de Chris Martin e de alguma da imprevisibilidade dos Amplifier. «More Stately Mansions» é, sobretudo, uma colecção de faixas atmosféricas de texturas variadas e que se prestam à descoberta lenta e prazenteira. Não é nenhum clássico em potência, mas propõe 45 minutos de um belo pós-rock independente, preguiçoso e de beleza delicada. (7/10)


DarkCircles_MMXIVDARK CIRCLES «MMXIV»
Moment Of Collapse Records
Os canadianos Dark Circles praticam uma daquelas misturas de hardcore e d-beat a que é impossível ficar indiferente. O disco de estreia, «MMXIV», é cru, violento e rápido, numa espécie de grito primordial de hardcore/punk de garagem, ocasionalmente complementado com um lado pós-rock (há um elemento dos Milanku na formação) que torna a música mais densa, tridimensional e interessante. Quem aprecia, pois, d-beat ou hardcore mais directo, tem aqui meia-hora de boa música, disponível em vinil, numa edição limitada a 500 unidades (300 em vinil branco, 200 em preto). Comprem-na aqui. (7/10)


GeorgeKollias_InvictusGEORGE KOLLIAS «Invictus»
Season of Mist
O grego George Kollias é muito mais do que “apenas” o proficiente baterista dos Nile. E neste primeiro disco em nome próprio, em que compôs toda a música, gravou todos os instrumentos e cantou, prova-o em grande estilo. «Invictus» é um trabalho de death metal brutal, técnico e com um exótico travo médio-oriental, algures entre os universos dos Nile, Rotting Christ e Melechesh. Inteligentemente arranjado, impecavelmente executado e muito bem estruturado, trata-se de um conjunto de temas que fica muito pouco atrás do dayjob de Kollias e que, ainda por cima, conta com o “patrão” Nile Sanders entre os convidados que contribuem com alguns solos de guitarra. Estreia auspiciosa e um bom disco de death metal brutal, técnico e étnico. (8/10)


HammerKing_KingdomOfTheHAMMER KING «Kingdom Of The Hammer King»
Cruz Del Sur Music
Os franceses Hammer King praticam heavy/power metal que preenche o espaço imaginário que vai de bandas mais formalmente melódicas, como Drakkar ou Helloween antigo, ao heavy-metal-até-ao-tutano de nomes como Manowar ou Virgin Steele. O vocalista do projecto é, aliás, o cantor da banda de Ross The Boss. «Kingdom Of The Hammer King» que enche, assim, as medidas de quem acha que o heavy/power metal deve ser épico, que os coros nunca são suficientemente grandes e que as guitarras foram feitas para solar. É suficientemente true e bem feito para convencer, sem soar forçado ou ridículo. Mais uma boa aposta da Cruz Del Sur Music. (7/10)


KingParrot_DeadSetKING PARROT «Dead Set»
Agonia Records
O mundo pode ter descoberto um pouco tarde os encantos do thrash/grindcore dos King Parrot, mas os australianos estão dispostos a fazer o mundo pagar por isso. Em «Dead Set», segundo álbum de originais, a banda viajou de Melbourne até ao estúdio de Phil Anselmo, no Louisiana, e gravou um dos mais viciosos discos de 2015. Produzido por – e com participação de – Anselmo, o registo contém 35 minutos de pura violência sónica, onde a rapidez e o shred encontram maneira de se aliarem de forma perfeita ao registo humorístico, ritmicamente variado e inspiração punk do grindcore de tradição tão deliciosamente australiana. E o resultado é a melhor coisa que já aconteceu ao metal extremo e bem disposto desde a estreia dos Gorerotted. (8/10)


Livhzuena_DarkMirrorNeutronsLIVHZUENA «Dark Mirror Neurons»
Klonosphere Records
Os franceses Livhzuena precisaram apenas de uma maqueta de dois temas para chegarem à Klonosphere, através da qual lançam agora este disco de estreia. «Dark Mirror Neurons» percorre de maneira satisfatória o terreno que separa o djent ensopado de atmosfera dos compatriotas Gojira do death metal seco e groovy e dos Lamb Of God. A coisa é feita com um ataque vocal que chega a fazer os Anaal Nathrakh mas que, no resto do tempo, não anda longe dos Dagoba. Pelo desenrolar de nomes percebe-se bem que os Livhzuena não andam à procura de renovar nada, mas como nova proposta de death metal técnico, robusto e dado à atmosfera, não são nada maus. (7/10)


Mist_InanMIST «Inan’»
Soulseller Records
Iniciados em 2012 como uma banda feminina de doom metal clássico, os eslovenos Mist (actualmente há um guitarrista no grupo que os impede de terem a pinta de serem uma banda de miúdas) editam, com «Inan’», o EP que sucede à famosa maqueta de 2013 que os colocou na cena com grande estrondo. E os quatro temas (três originais, um regravado da maqueta) seguem a mesma lógica: doom metal/rock fortemente influenciado por Black Sabbath, Pentagram, Candlemass e afins, de voz feminina limpa a fazer lembrar The Blues Pills, e toda a atracção e previsibilidade da estética retro. É certinho, bem feito e tem carisma, mas chove um pouco no molhado se atendermos a todo o movimento old school que assola o género. (7/10)


OsculumInfame_TheAxisOfOSCULUM INFAME «The Axis Of Blood»
Battlesk’r Productions
Os Osculum Infame chegaram a ser, nos anos 90, uma das grandes esperanças de uma cena black metal francesa em franca ascensão, até que umas palavras mal medidas numa entrevista lhes deram uma reputação de extrema-direita e mandaram o projecto para as urtigas. O mentor D. Deviant dedicou-se então aos Arkhon Infaustus e deixou assentar a poeira, até ressuscitar a banda em 2008 e começar a compor de novo. «The Axis Of Blood» é, pois, o segundo longa-duração oficial dos Osculum Infame e mostra o black metal como ele era precisamente na segunda metade dos anos 90: cru, pesado, inexorável e indomável. Há traços dos primeiros discos dos Satyricon, dos Mayhem e de outras coisas nórdicas, mas a imagem de marca da caneta de D. Deviant é suficientemente forte para que «The Axis Of Blood» possa também ser considerado um registo com alma própria. Algo datado, mas definitivamente a cumprir o que promete: black metal sem aditivos como se os anos 90 tivessem sido ontem. (7/10)


SteveNSeagulls_FarmMachineSTEVE’N’SEAGULLS «Farm Machine»
Spinefarm Records
De vez em quando aparecem projectos da natureza dos Steve’n’Seagulls e o que escrevemos no passado sobre os Los Los ou os Van Canto aplica-se também ao disco de estreia destes finlandeses. Certo, tem mesmo piada tocar versões bluegrass de clássicos do heavy metal e do hard rock vestido de rednecks americanos e quem mostrar isto lá em casa, nas festas, aos amigos, vai certamente fazer sensação. Mas não há muito mais em canções como «Thunderstruck», «Over The Hills And Far Away», «Nothing Else Matters», «Paradise City» ou «Run To Hills», tocados com banjo, acordeão, violino e contrabaixo, do que apenas uma piada fugaz. Mesmo que, como é o caso, seja tudo bem tocado e com uma ética de profissionalismo de gravação que se alinha anacronicamente com a natureza “que-se-foda” do projecto. (6/10)


TheBloodline_WeAreOneTHE BLOODLINE «We Are One»
Another Century
Das cinzas dos Dirge Within surgem agora os The Bloodline, com o mesmo tipo de thrash/metalcore, mas com um refinamento melódico que lhes melhora a receita musical. «We Are One», o disco de estreia do projecto, contém o peso dos Machine Head, a sensibilidade melódica dos Killswitch Engage e o poder de dinâmica dos Bullet For My Valentine. A composição tira o melhor proveito de todos os trunfos da banda e a produção é límpida e bombástica. E, pese embora este tipo de thrash melódico/metalcore já não seja propriamente uma novidade, «We Are One» é um belo exercício de género e pode facilmente fazer as delícias de quem não passa sem uma generosa dose de melodias, peso e groove. (8/10)

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SLAYER MARCAM LANÇAMENTO DE NOVO ÁLBUM PARA 11 DE SETEMBRO

Slayer_Band_2015Já há data de saída oficial para «Repentless», o décimo segundo disco de originais dos norte-americanos Slayer. O álbum é editado no dia 11 de Setembro, o tal dia que viverá, segundo George W. Bush, “Para sempre na infâmia” depois de ter, no ano de 2001, ficado marcado pelos ataques terroristas à Torres Gémeas do World Trade Center e ao Pentágono, nos E.U.A.. O trabalho, que sucede a «World Painted Blood», editado em 2009, marca a estreia da parceria dos Slayer com a editora alemã Nuclear Blast e o regresso à banda do baterista Paul Bostaph que, em 2013, substituiu mais uma vez Dave Lombardo (já o havia feito em 1992). 2013 foi também o ano em que a icónica banda de thrash viu desaparecer o seu guitarrista Jeff Hanneman, devido a problemas no fígado. Gary Holt, dos Exodus, é agora o segundo guitarrista de serviço sempre que o colectivo actua ao vivo.

«Repentless» marca também outra estreia: foi a primeira vez que os Slayer trabalharam com o produtor Terry Date, cujo currículo inclui nomes como Pantera, Soundgarden e Deftones. O disco conterá uma dúzia de faixas, incluindo a introdução. Outra das canções novas é «When The Stillness Comes», que pode ser ouvida no clip em baixo.

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PASSATEMPO EAK

EAK_Band_2012Queres ganhar uma cópia do CD de estreia dos portugueses E.A.K., «MuzEAK»? Então perde dois minutos e preenche o questionário sobre os teus hábitos de jogos sociais nesta página. Vamos enviar um CD para casa da 10.ª pessoa a responder ao questionário, também da 20.ª, da 30.ª e por aí fora. Vamos ainda sortear mais cinco cópias entre todos os outros.Depois não digas que não apoiamos a música portuguesa.

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COAL CHAMBER

CoalChamber_RivalsCOAL CHAMBER
«Rivals»
Napalm Records
7/10
Não há muitos segredos guardados sobre os Coal Chamber. Foram uma das mais famosas bandas do movimento nu-metal no final dos anos 90, editando três álbuns de originais que lhes valeram entradas na tabela de vendas norte-americana, largos milhares de unidades vendidas e uma popularidade universal. Com a morte do movimento, o projecto eclipsou-se e o vocalista Dez Fafara passou os 13 anos seguintes a deixar assentar o pó do nu-metal nos DevilDriver, onde enveredou por um groove/death metal melódico. Agora os Coal Chamber estão de volta ao activo e aos álbuns com «Rivals» e, se não é a ressurreição do nu-metal (os Korn podem ter o copyright disso), pelo menos é uma evolução do género. A forte componente rítmica está lá, a variedade de vocalizações também, mas os “novos” Coal Chamber são uma banda mais extrema em termos de peso, com um foco (quase) sempre apontado para o groove e para riffs de guitarra grandes, gordos e acutilantes. Ao longo dos 13 temas de «Rivals», a banda encosta-se um pouco mais ao metal industrial e, num momento muito específico, dispara uma influência electrónica, mas os 41 minutos do disco são, essencialmente, nu-metal adulto a descobrir como se transformar em groove metal como o conhecemos de bandas como Soulfly. Não é nada que deixe os fãs de queixo caído, mas é suficientemente coeso e bem feito para convencer.

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BLACK SABBATH REUNEM-SE COM BILL WARD… PARA RECEBER PRÉMIO

blacksabbathwithward2015Os Black Sabbath voltaram a subir ao palco, ainda que por breves momentos, novamente perto da sua formação considerada “clássica”. Apesar da aparente ausência do vocalista Ozzy Osbourne, o guitarrista Tony Iommi, o baixista Geezer Butler e o baterista Bill Ward receberam um Ivor Novello Award pela sua carreira nesta quinta-feira e surgem os três na foto oficial do evento, incluindo Ward que ficou de fora da reunião da banda que aconteceu em 2011 e que resultou na edição do último álbum «13» e em diversas digressões que os Black Sabbath cumpriram desde aí. Tony Iommi foi quem recebeu o galardão, atribuído pela Academia Britânica de Compositores, e confirmou que a banda se prepara para a sua última tour no próximo ano.

«13», editado em 2013, contou com Brad Wilk (Rage Against The Machine, Audioslave) como baterista, depois de Bill Ward ter ficado de fora da reunião devido a motivos que foram justificados pelo management da banda como “contratuais”. Algum tempo depois, Ozzy Osbourne revelou em diversas entrevistas que o peso, a forma física e os problemas de saúde do baterista o teriam impedido de gravar o álbum e cumprir as subsequentes obrigações de tocar ao vivo. Ward defendeu-se recentemente dizendo que estava capaz de gravar o álbum e que os motivos para ter ficado de fora da reunião eram puramente monetários, nomeadamente ao nível da divisão dos royalties, cachets e direitos. Entre exigências de pedidos de desculpa de parte a parte e respostas mais ríspidas na imprensa, esta poderia ter sido a primeira vez que os dois músicos se encontrariam cara a cara, depois das coisas “azedarem”. Não aconteceu, mas fica para a história o momento em que os Black Sabbath voltaram a ter Bill Ward como elemento, ainda que por breves instantes.

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WHITESNAKE

WHITESNAKE
«The Purple Album»
Frontiers Music
7/10
Existem várias formas possíveis de encarar este álbum dos Whitesnake em que David Coverdale “recupera” os melhores temas dos três álbuns que gravou com os Deep Purple entre 1974 e 1975. A primeira é assumir que se trata de um cash in vergonhoso do veterano cantor e não dar qualquer importância ao disco. Outra é reconhecer que o senhor tem legitimidade para reinterpretar temas que, afinal, ajudou a compôr e a imortalizar. A terceira, que é a que escolhemos aqui, é ouvir «The Purple Album» por aquilo que ele é: um disco de versões de temas de Deep Purple feito por alguém que tem, mais ou menos, legitimidade para fazê-lo. E estas versões dos Whitesnake de clássicos dos Deep Purple como «The Gypsy», «Mistreated», «Soldier Of Fortune» ou «Stormbringer» não soam nada mal, são bem executadas e contam com um Coverdale motivado e ainda senhor de uma poderosa voz hard rock. Vale por aquilo que vale: Whitesnake a tocar Deep Purple, sem surpresas mas com a dose de coerência e qualidade que se espera de um binómio com esses dois nomes. A voz quente está lá, os acordes também, os arranjos “melhorados” não estragam os temas e a legitimidade é o que é. Decidam vocês próprios se vale a pena.

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CATTLE DECAPITATION: DISCO EM AGOSTO. PHIL ANSELMO ESTÁ LÁ

CattleDecapitation_Band_2015Os norte-americanos Cattle Decapitation, acérrimos defensores da superioridade animal, editam o seu sétimo álbum de originais, «The Anthropocene Extinction», no dia 7 de Agosto via Metal Blade Records. O sucessor de «Monolith Of Inhumanity» foi produzido por Dave Ottero, habitual colaborador da banda de death/grindcore e que trabalhou também anteriormente com nomes como Allegaeon e Cephalic Carnage. «The Anthropocene Extinction» conta também com uma interessante lista de convidados especiais, de onde se destaca o ex-vocalista dos Pantera Phil Anselmo, mas onde “cabem” também músicos dos Author & Punisher e dos Bethlehem.

O álbum terá capa desenhada por Wes Benscoter (outro habitual colaborador da banda) e conterá 12 faixas, incluindo «Manufactured Extinct», que pode ser ouvida desde já no clip em baixo.

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YES: BAIXISTA E FUNDADOR LUTA CONTRA O CANCRO

Yes_chrissquire_Live2014Chris Squire, baixista e fundador dos britânicos Yes, trava neste momento uma luta contra uma forma rara de leucemia, que lhe foi diagnosticada a semana passada. O músico de 67 anos já abandonou a actual digressão que os Yes cumprem e submete-se agora a uma primeira fase de tratamento em Phoenix, nos Estados Unidos, onde reside. Squire será substituído na banda por Billy Sherwood, que actuou como teclista e guitarrsta convidado dos Yes ao vivo em 1994 e fez parte da formação oficial do colectivo entre 1997 e 2000. “Esta será a primeira vez desde que a banda se formou em 1968 que os Yes vão tocar ao vivo sem mim”, disse Chris Squire em comunicado. “Mas os outros elementos e eu concordamos que o Billy Sherwood fará um excelente trabalho a tocar as minhas partes e que o espectáculo como um todo será a experiência Yes que os fãs se habituaram a esperar ao longo dos anos”.

Entretanto, a Frontiers Music prepara-se para editar o álbum ao vivo «Like It Is – Yes At The Mesa Arts Center», que sai em CD duplo, DVD, Blu-ray e formato digital no dia 3 de Julho. Tal como tinha acontecido anteriormente com «Like It Is – Yes At The Bristol Hippodrome», este novo registo capta a actuação da banda num set que inclui dois álbuns clássicos tocados na íntegra: «Fragile» de 1971 «Close To The Edge» de 1972. A gravação foi feita durante a digressão mundial do grupo em 2014.

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LAMB OF GOD: NOVO DISCO EM JULHO

lambofgodsturmfinalcdart2Mais de três anos após a edição de «Resolution», os norte-americanos Lamb Of God regressam aos discos já em Julho, com o lançamento do seu sétimo álbum de originais, chamado «VII: Sturm Und Drang». A edição ficará a cargo da Nuclear Blast, pela qual a banda assinou recentemente um contrato discográfico válido para todos os territórios fora dos Estados Unidos. O trabalho foi produzido e masterizado por Josh Wilbur, com as captações a serem realizadas por Wilbur, Nick Rowe e Kyle McAulay nos NRG Recording Studios em North Hollywood e nos Suburban Soul Studios em Torrance. Um dos temas do disco, intitulado «Still Echoes», pode ser ouvido desde já aqui. Já a partir de Domingo, a canção estará disponível em formato de single para download nas plataformas digitais.

Durante algum tempo pensou-se que «Resolution» seria o último disco dos Lamb Of God. Recorde-se que o vocalista Randy Blythe esteve durante alguns meses, em 2012, detido na República Checa, enfrentando uma acusação de homicídio involuntário depois de um fã local dos Lamb Of God ter falecido na sequência de um concerto da banda em que alegadamente terá sido empurrado por Blythe para fora do palco. O cantor arriscou uma pena até dez anos de prisão, mas acabou absolvido em primeira instância. «VII: Sturm Und Drag» será também o primeiro álbum dos Lamb Of God depois do seu baterista Chris Adler ter sido oficialmente confirmado como novo elemento dos Megadeth, o que aconteceu no final de Março.

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NILE E SUFFOCATION EM PORTUGAL EM SETEMBRO

Nile_Band_2014É uma das notícias do ano em termos de metal extremo. Os Nile (na foto) e os Suffocation, duas das mais importantes bandas do death metal bruto e técnico da cena norte-americana, juntas em digressão, passam por Portugal em Setembro, mais concretamente nos dias 16 e 17 (quarta e quinta-feira) para concertos no Hard Club (Porto) e RCA Club (Lisboa) respectivamente. Por enquanto a notícia chega apenas por via da página de Facebook da agência de promoção europeia da digressão, por isso não há ainda horários e preços de bilhetes divulgados, mas essa informação não deve tardar.

Os Nile são uma autêntica autoridade no que diz respeito a misturar death metal impecavelmente executado com a música étnica, misteriosa e atmosférica do Médio Oriente. Contam com sete álbuns, um irrefutável estatuto de culto e um dos mais emblemáticos líderes e guitarristas da cena: Karl Sanders. Os Suffocation dispensam apresentações aos fãs de metal extremo, tendo praticamente inventado o lado mais brutal e técnico do death metal, que desenvolvem desde a sua formação em 1988, contando com um legado de sete discos de estúdio.

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VALKYRIE

Valkyrie_ShadowsVALKYRIE
«Shadows»
Relapse Records
9/10
Ficou claro desde muito cedo na carreira dos Valkyrie que o projecto seria muito mais do que apenas a “outra banda” do guitarrista e vocalista Peter Adams, dos Baroness. Quer a nível de estilo, porque os Valkyrie se concentram num lado mais clássico e heavy metal do doom, quer em termos de individualidade, porque o quarteto (onde também pontifica o irmão de Peter, Jake Adams) funciona como uma verdadeira banda e já vai em três discos editados desde 2006, mostrando ter vida para além dos tempos mortos dos Baroness. Em «Shadows» o lado intemporal dos Valkyrie é polido e posto num pedestal e notam-se claras influências de sonoridades de bandas como Thin Lizzy ou Wishbone Ash, que encaixam de forma perfeita no doom rock/heavy metal à Black Sabbath, The Sword e Spirit Caravan que os irmãos Adams e companhia vinham fazendo. O resultado é um trabalho mais luminoso, de heavy rock clássico com influências específicas mais esbatidas, composição mais esclarecida e uma química quase orgânica entre as duas guitarras. É o hino intemporal que faltava ao ressurgimento do doom/heavy metal, feito com a simplicidade dos génios e a serenidade dos verdadeiramene tocados pelo deus do talento.

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