MANES

Manes_LogoEm tempos um dos nomes queridos do black metal norueguês os Manes iniciaram, em 2007, uma viagem sem regresso ao mundo da música electrónica, trip-hop e experimental, com o provocador álbum «How The World Came To An End». Agora, sete anos depois, a trupe de Trondheim está de volta com «Be All End All», um disco que era suposto ser “irmão” de «How The World Came To An End», mas que se transformou numa criatura completamente diferente. O baixista Torstein Parelius explicou-nos o que é que o quinteto andou a fazer com estas músicas estes anos todos.

manes4O que vos fez regressar aos Manes o ano passado? Qual foi a motivação?
Não sei. Tínhamos, lenta mas paulatinamente, começado a trabalhar neste álbum há muitos ano. Afastámo-nos um pouco durante uns tempos, mas nunca aconteceu uma separação nem nada disso. Não creio que funcionemos como as bandas tradicionais, por isso a nossa paragem foi mais tipo uma pausa para o café. [risos] Mas mantivemos sempre outros projectos e outras bandas em que estivemos envolvidos. As coisas nos Manes começaram a desacelerar, por isso a motivação morreu um pouco. Mas sabíamos que tínhamos um grande álbum e começámos as gravações do «Be All End All» mais ao menos ao mesmo tempo do [disco anterior] «How The World Came To An End», por isso foi um processo muito longo. Tínhamos a maior parte do material já gravado, apesar das canções terem mudado muito ao longo do tempo. Mas tínhamos a pasta com as ideias e as estruturas básicas das músicas. Já as tínhamos em 2006, quando começámos a gravar o «How The World Came To An End». Fizemos duas pastas, porque a intenção era fazermos dois tipos diferentes de álbuns. Na altura optámos por terminar o «How The World Came To An End» e deixámos o outro álbum – que era o «Be All End All» – em espera. Quando voltámos a ele fizemos umas sessões de gravação em estúdio, que fomos desenvolvendo, e desconstruindo, lentamente ao longo dos últimos – muitos – anos. Por isso, não se trata bem de um regresso. É apenas o que é.

As músicas mudaram muito desde que este era um álbum-irmão do «How The World Came To An End» ou são basicamente as mesmas?
Mudaram muito. Algumas canções são basicamente as mesmas, mas outras mudaram drasticamente. Gravámos novos elementos musicais em cima do que já tínhamos, gravámos material novo, novas guitarras, novas vocalizações, novas partes de baixo, novas partes de bateria e material electrónico e levámos tudo para direcções diferentes. Cada música acabou por ganhar vida própria. Algumas canções ficaram muito similares à ideia inicial, mas outras mudaram drasticamente. Uma delas acabou inclusivamente por se transformar em duas faixas diferentes, por isso existia uma canção que agora são duas canções diferentes no disco… Uma delas é uma remistura da outra. [risos] Mas ninguém conseguirá dar por isso, acho eu. Uma delas é feita a partir da outra.

As músicas andavam então por ali, vocês trabalhavam nelas, desenvolviam as ideias aos poucos mas de repente, já este ano, lançaram uma compilação, um EP e este álbum. O que levou a este súbito desencadear de edições diferentes?
Sentámo-nos todos, falámos, e decidimos que era altura de misturar e terminar este disco, o «Be All End All». A decisão de terminá-lo foi tomada no Verão do ano passado e começámos imediatamente a pensar qual a melhor maneira de fazê-lo. Entretanto, tínhamos algumas das canções já misturadas e queríamos dar às pessoas uma espécie de previsão, por isso fizemos a página no Facebook há cerca de um ano e meio e dissemos que íamos mostrar uma canção. Ao mesmo tempo começámos a falar com algumas editoras… A canção que tínhamos terminado era a «Blanket Of Ashes» e pensámos que, se queríamos divulgá-la, o melhor era publicá-la não apenas no Facebook mas também no Spotify, no iTunes e por aí fora. Mas não queríamos fazê-lo como se fosse um single, porque nos desagrada ter uma canção “principal” num disco, por isso começámos a pensar como deveríamos lançá-la. E a editora, juntamente connosco, acabou por ter a ideia de lançarmos uma compilação, porque tínhamos algum material raro e inédito por aqui, do qual algumas pessoas que conhecemos já tinham ouvido as maquetas. Uma das canções era, por exemplo, a «One More Room», que é uma versão demo da «White Devil Black Shroud» do [álbum] «Vilosophe». E as pessoas pediam que a editássemos convenientemente. Acabámos por encontrar outro material mais ou menos esquecido que gostámos de ouvir e fizemos uma compilação. Mas julgo que o principal motivo para essa compilação foi divulgar o tema «Blanket Of Ashes». O vinil-flexi, o «Vntrve», foi uma coisa que decidimos fazer antes de tocarmos no Brutal Assault Festival, para obtermos alguma atenção… Para além disso, queríamos fazer um single-flexi apenas porque adoramos o formato e era o indicado para dar uma preview do álbum. Queríamos basicamente mostrar um sinal de vida e de actividade para retomarmos alguma notoriedade, e também gostamos de fazer todo o tipo de edições e não apenas esperar pelos álbuns “normais”. Por isso temos, agora também, bastantes ideias para coisas desse género.

manes7Achas que o regresso do [guitarrista e teclista] Tor-Helge Skei ao universo do black metal mais tradicional, com o projecto Manii, ajudou a que os Manes voltassem ao seu caminho musical sem a pressão do passado de black metal que ostentam?
Não tem havido qualquer tipo de pressão ligada ao nosso passado black metal. Acho que a razão para o álbum de Manii foi o facto de ele [Tor-Helge Skei] ter tido um período em que voltou a pegar na guitarra e a tocar. Não existiu qualquer motivo para além de ele ter recomeçado a gostar da ideia de escrever riffs e do próprio som da guitarra. Nos primeiros tempos era o instrumento principal dele, mas ultimamente não lhe pegava muito. Acho que foi isso… Não foi um planeamento altamente estratégico. [risos] São coisas que vão acontecendo. Por outro lado, as coisas estão todas ligadas umas às outras, por isso talvez este regresso dele ao black metal tenha tirado algum “peso” aos Manes, mas acho que não. Pelo menos não como principal factor de motivação.

Como imaginam os vossos fãs? Achas que a vossa base de admiradores evoluiu musicalmente com a banda ao longo dos anos ou o ouvinte-tipo é alguém que apenas descobriu os Manes há poucos anos?
Não faço a mais pequena ideia. Uma coisa que é preciso lembrar é que não somos uma banda que sai por aí em digressões a torto e a direito. Se fazemos digressões conseguimos ter uma imagem fiel e próxima daquilo que se costuma chamar “base de fãs”, ou seguidores, ou o que quer que seja… Ou amigos. [risos] Mas nós vivemos numa espécie de bolha aqui, bem a norte. Não sentimos qualquer pressão de parte nenhuma e não temos a mais pequena ideia do que se passa lá fora. Um outro jornalista perguntou-me há pouco tempo se sentimos algum tipo de pressão para fazer outro [álbum] «Vilosophe», porque segundo ele se trata de um disco de culto. Mas essa não é a nossa forma de pensar, porque não temos as pessoas a gritar-nos quais as músicas que querem ouvir nem nada desse género. Por isso vivemos numa espécie de ignorância em relação a isso… Não no mau sentido, mas simplesmente não lhe prestamos qualquer atenção. Assim, não tenho qualquer tipo de imagem dos nossos fãs. Provavelmente difere… Algumas pessoas descobriram-nos há pouco tempo, outras tomam alguma atenção à nossa carreira e outras estão-se a lixar. Eu, por exemplo, não sigo bandas. Basicamente, sigo a música, por isso se gostar de uma canção dos Darkthrone, isso não faz de mim um fã dos Darkthrone. Se gostar de dois álbuns dos Massive Attack isso não faz necessariamente de mim um fã dos Massive Attack. Música boa é música boa, e não é definida pelas pessoas que a tocam. Algumas pessoas gostam de umas coisas, outras mantêm-se dentro dos parâmetros black metal e continuam a comparar-nos aos Ulver, apenas porque vimos do mesmo país e talvez porque temos um caminho similar na forma como nos afastámos de algo. [risos] Mas, para além disso, não encontro quaisquer similaridades. É uma saída fácil comparar-nos a eles, mas algumas pessoas parecem gostar da comparação. Por outro lado, as pessoas são livres de sentir e pensar como quiserem e eu não conheço os fãs. Espero que as pessoas gostem do novo álbum, porque eu gosto, e é basicamente isso. Não posso elaborar muito mais. [risos]

ManesBeAllCoverSou um pouco culpado também, porque na minha crítica escrevi que este disco parece “Uma espécie de Faith No More em ressaca de cafeína e a ouvir Ulver durante um mês”.
[risos] Não faz mal. Não foste o único. Existem muitos como tu. Compreendo que as pessoas nos comparem com eles, porque os Manes fizeram umas coisas meio black metal no início dos anos 90 e o mesmo aconteceu com os Ulver. Depois eles enveredaram por um caminho electrónico e começaram a variar muito de álbum para álbum, fazendo todo o tipo de sonoridades, desde material mais ambiental até à música meio folk que julgo que praticam agora. A única coisa com que me consigo identificar com eles é a vontade e o desejo de não nos conformarmos e não nos deixarmos moldar por qualquer tipo de preconceito de como as coisas devem ser feitas, em termos musicais. Isso é porreiro, mas na parte áudio, na música em si, não consigo encontrar muitas semelhanças. Talvez existam algumas, não tenho a certeza. Não sou um grande fã de Ulver; gosto muito de alguns álbuns deles, mas é só isso.

Estão a lançar este álbum pela Debemur Morti, que é essencialmente uma editora de black metal e de metal extremo. Como aconteceu esta colaboração?
Quando decidimos finalizar o álbum «Be All End All» estávamos em contacto com uma série de editoras. Fizemos um e-mail genérico, que enviámos para uma enorme quantidade de pessoas, a dizer algo do género “Estamos vivos e queremos que alguém pague pelo material que fizemos”. [risos] Queríamos o tipo de ajuda que qualquer editora dá… Alguém que nos fabricasse os discos, talvez masterizasse o álbum e coisas desse género. Nesse processo entrámos em conversações com algumas editoras e creio que foi a Debemur Morti que nos contactou. Não estou bem certo como foi, mas de alguma forma começámos a conversar com eles. E o que se tem notado é que nos lançamentos mais recentes deles – e não necessariamente o seu fundo de catálogo – começaram a querer alargar um pouco o seu raio de acção. Começaram a assinar bandas um pouco mais experimentais e pós-rock, como os Year Of No Light e alguns outros grupos que não são bem aquilo com que trabalhariam no passado. Têm um passado black metal sim, mas começaram a descobrir outros interesses entretanto. E disseram-nos que queriam focar-se cada vez mais neste tipo de música e não necessariamente continuar a assinar bandas de black metal, apesar de contratarem uma ou outra de vez em quando, não sei. Não presto exactamente muita atenção aos novos artistas deles, mas sei que têm algumas novas bandas muito boas, como os Aevangelist, que são excelentes. O pessoal [da Debemur Morti] parece, e é, composto por pessoas muito meticulosas e interessadas em fazer produtos de qualidade e isso era uma das principais características que procurávamos. Se vamos trabalhar com uma editora, tem de ser para fazer coisas porreiras, ela tem de ter vontade de editar um 7” ou uma quantidade limitada de t-shirts para alguma coisa. O «Be All End All» está a ser editado em CD digipack, em LP de vinil em gatefold e em num CD em caixa em forma de pirâmide. E isso é algo que julgo que teríamos dificuldades em convencer muitas editoras a fazer, porque não é uma coisa com a qual se ganhe muito dinheiro, mas é muito porreiro e tem um conceito. Tanto a editora como nós apoiámos imediatamente o conceito, que foi desenvolvido pelo artista que criou a capa, o Ashkan Honarvar.

Planeiam manter essa atitude de quase não dar concertos numa altura em que a maioria das bandas têm de fazer digressões se querem pagar as contas ao final do mês?
Não pagamos as nossas contas com a música. Não dependemos financeiramente desta banda e também não queremos fazê-lo, porque aí seríamos obrigados a fazer digressões e coisas estúpidas. Não sei bem, acho que o principal motivo é o facto de, colectivamente, não gostarmos muito do conceito de fazer digressões. [risos] É restrictivo e é basicamente repetir a mesma coisa vezes sem conta. E isso não é exactamente aquilo que gostamos de fazer. Gostamos de estar sempre a fazer música nova. Por isso estar enfiado num autocarro e a tocar sempre a mesma coisa durante um mês não é a cena mais apelativa para nós. Seria mais interessante fazer um ou dois concertos especiais e conceptuais, mas simplesmente não somos esse tipo de banda. E também não sentimos necessidade de fazê-lo. Fazemos as coisas quando nos apetece fazê-las, mas nunca porque temos de fazê-las.

manes2Também vos dá total liberdade artística para fazerem o que quiserem na música nova que compõem, porque não têm de cumprir expectativas se quiserem pagar o empréstimo da casa.
Exacto, não dependemos de digressões para fazer isso. Tocámos no Brutal Assault Festival o ano passado, conhecemos pessoas excelentes, a organização era muito boa e divertimo-nos bastante, tocando dois concertos diferentes. Foram os primeiros dois concertos que demos em cerca de dez anos, por isso estamos num período muito intenso, porque nos últimos tempos tocámos três vezes ao vivo. [risos] Provavelmente não vamos dar concertos durante um bom tempo agora, até encontrarmos de novo alguma coisa que sintamos que é certa. A ideia básica é que cada espectáculo deve ser especial, tanto para a banda como para o público. É por essa regra que queremos mesmo reger-nos, porque um concerto deve ser excitante, especial e inovador… Pelo menos é essa a nossa ambição. Esperamos que, se fizermos alguma coisa, seja uma coisa única que marque as pessoas que estão lá e que não seja repetida vezes sem conta. É muito melhor fazer um espectáculo que seja especial tanto para nós como para o público, e que depois não volte a acontecer.

Sobre o que falam as letras dos temas do disco?
São temáticas muito diferentes entre si. Quando começámos a trabalhar em ambos os discos, por volta de 2000 e qualquer coisa, sabíamos que o plano era fazer o «How The World Came To An End» mais negro do que alguma coisa que tivéssemos feito até ali, mas com uma negridão realista, tanto nas letras como na música. O plano também passava por usar uma linguagem muito directa, não muito pomposa nem difícil de compreender. Neste disco queríamos ter um toque mais sagrado, não do ponto de vista religioso, mas transcendental. Com as letras, tal como em tudo o resto, não seguimos fórmulas. As temáticas são, normalmente, feitas por mim, e a maioria dos temas e dos títulos são coisas que tenho escritas, mas depois as letras em si não têm qualquer significado; são apenas palavras compostas. Trabalhamos assim porque encaramos as vocalizações como mais um instrumento. Depois, quando gravámos as maquetas iniciais sentimos que a magia que queríamos captar já estava lá; não tínhamos de reescrever nada para melhorar, porque já tínhamos encontrado o que procurávamos. Não sentimos necessidade de nos darmos ao trabalho de fazer uma coisa de maneira diferente quando já estava basicamente feita. Difere muito de canção para canção… Algumas têm significado, outras não. O principal objectivo é fazer as pessoas sentirem alguma coisa com elas. Achamos que as pessoas podem ligar-se às canções e às palavras, mas que estas não precisam de fazer sentido nem indicar textualmente o que deve ser sentido. Por isso algumas das músicas têm temas, outras não, e as que têm são normalmente mais espirituais, mas outras não são. Depende da canção. Não é um álbum conceptual. A capa tem um conceito, a ideia inicial para o disco tinha um conceito e existem lá dentro muitas coisas conceptuais, mas não as letras. Não é um disco de Manowar.

…Mas estás consciente que os discos de Manes estão mesmo à frente dos álbuns de Manowar nas prateleiras das lojas.
Perfeito.

Possivelmente algumas pessoas nem chegam a ver os discos dos Manowar, porque chegam aos dos Manes, pegam neles e vão pagar.
Com sorte, as pessoas farão um “dois em um” e comprarão o «Hail To England» e o «Be All End All».

É uma combinação interessante. Pergunto-me o que uma pessoa dessas ouvirá primeiro quando chega a casa.
Provavelmente liga a televisão e esquece-se dos discos no saco.

Disseste que tinham um conceito inicial para a escrita do álbum. Que conceito era esse?
Começou com o «How The World Came To An End», porque a ideia para esse disco, e até mesmo o seu título, surgiram a partir do conceito de fazer o disco. O primeiro título para esse álbum era «Invention», tipo a criação de um inventor, e o subtítulo era suposto ser «Or How The World Came To An End». Algo do género do [filme] “Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying And Love The Bomb”. A ideia era que todo o disco fosse uma invenção e isso era uma espécie de lema para o trabalho, porque tínhamos a sensação que não éramos obrigados a fazer nada que estivesse relacionado com o nosso fundo de catálogo. Sentimos que éramos completamente livres para fazermos o que quiséssemos, por isso cada novo álbum é uma espécie de nova invenção, e não deve ser visto no contexto de outros discos. Essa foi a principal motivação para o título do álbum e o «How The World Came To An End» foi a nossa forma de dar a entender que, a cada novo disco, como que destruímos a história da banda, porque cada vez que fazemos alguma coisa nova é algo completamente diferente, ou completamente separado do fundo de catálogo e de tudo o que foi feito antes. Cada vez que fazemos uma nova edição, é como se o mundo acabasse para o passado da banda. Não me lembro agora muito bem qual foi a ideia por detrás do título do «Be All End All» [risos], mas acabou por ganhar um novo significado para nós à medida que o tempo foi passando e gostámos dessa mudança. O disco, em si, é muito caótico porque todo o material que lá está foi na verdade remisturado por alguém de fora da banda, por isso deixou, de certa forma, de ser só nosso. Foi remistura por outra pessoa sem a nossa intervenção. Um amigo nosso, que toca nos Atrox, remisturou a maioria das canções, acrescentando muitas partes de sintetizador e removendo grande parte das partes de guitarra, reestruturando também algumas coisas. Ele teve total liberdade para fazer o que quisesse; depois de estar terminado demos-lhe algum feedback claro, mas achámos que seria muito bom alguém poder abordar o material com a cabeça totalmente fresca, porque foram tantos anos a trabalhar na música. Acrescentámos coisas, retirámos coisas, algumas canções não entraram no álbum e outras foram completamente refeitas. É um pouco como a capa do do disco [risos]: É muito complicado perceber exactamente como se chegou ali, mas acaba por ser uma declaração de intenções também. É muito fácil e muito difícil ao mesmo tempo. [risos]

Qual foi o elemento dos Atrox que remisturou o álbum?
Foi o Rune Sørgård, o guitarrista. Ele remisturou sete das nove canções do álbum e as outras duas foram remisturadas por outro amigo nosso.

Agora que os Manes estão de volta à actividade e às edições, isso esvazia de certo modo o conceito por detrás do projecto kkoagulaa ou vão continuar a fazer música com esse projecto também?
Não faço música nos kkoagulaa. Foi o Tor-Helge que fez o disco de kkoagulaa… Acho que ele está a planear mais qualquer coisa. Julgo que gravei algumas pistas de baixo e talvez tenha escrito algumas letras. Sei que participei em algumas coisas no disco, e é um bom disco, mas essa é uma “criança” do Tor-Helge, juntamente com um tipo americano: o P. Emerson Williams, dos Choronzon. São eles os dois principais compositores desse projecto. Acho que eles têm planos de fazerem mais coisas e creio que a maioria dos projectos vai continuar activa depois do regresso de Manes. Acho que os Manii estão a planear um novo lançamento, os Lethe vão provavelmente compor material novo e temos os Drontheim, onde também toco, juntamente com o Eivind [Fjoseide], o guitarrista [dos Manes]. Nenhum dos projectos morreu, mas em períodos como este concentramo-nos mais nos Manes, porque existem montes de decisões para serem tomadas e montes de coisas para fazer. Por isso o foco principal neste momento está nos Manes, mas por outro lado provavelmente o Eivind vai continuar com os Atrox e por aí fora. A vida continua.

Há algum tempo disseram-me que há poucos anos o trabalho de um músico terminava quando ele terminava um disco; agora começa quando o disco fica completo.
Provavelmente, sim. Neste caso sentimos que temos mesmo de fazer tudo para promover este lançamento, porque é um marco para nós. É um trabalho que demorou muitos anos a ficar completo, embora não tenhamos trabalhado nele todos estes anos, mas agora estamos muito entusiasmados por começarmos a compor material novo. Já temos montes de maquetas de ideias novas que queremos explorar e temos planos para todos os tipos de novos lançamentos. É uma época muito excitante, porque agora podemos começar a criar material realmente fresco e novo, com o qual será muito divertido trabalhar.

«Be All, End All» foi editado no dia 10 de Outubro.
Página Facebook

DTP_MISANTROPIA_EXTREMA_468x60

Um pensamento sobre “MANES

  1. Pingback: MANES: ENTREVISTA | Misantropia Extrema

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s