MELECHESH

Melechesh 2010 RGB copyNo que diz respeito a metal extremo de sabor mesopotâmico os Melechesh são, cada vez mais, uma respeitável alternativa aos Nile, oferecendo aos fãs uma coerente e exótica mistura de black metal, thrash e folk do Médio Oriente. Numa altura em que o colectivo lança o seu sexto disco de originais, «Enki», e em que emerge de uma das mais conturbadas fases da sua história, depois de dois anos de quase intermináveis alterações de formação, falámos com o baixista americano da banda, Scorpios.

Melechesh2014aComo surgiu a oportunidade de pertenceres aos Melechesh?
Eu tenho contacto com a banda há muito, muito tempo. A dada altura percebi que eles estavam à procura de um novo baixista, por isso candidatei-me, fiz uma audição e dei o meu primeiro concerto com eles alguns dias depois no Dubai. As coisas encaixaram, temos backgrounds musicais parecidos e eu já estava bastante familiarizado com a prática de música com um toque do Médio Oriente devido ao meu trabalho nos Akrabu. Para além disso, tenho há já muito tempo interesse na mitologia suméria.

Tiveste alguma contribuição na composição e arranjos do novo álbum, «Enki»? Como foi todo esse processo?
Sim, estive presente na maior parte da escrita e do processo de produção e dei a minha contribuição com algumas ideias, arranjos, etc. Não é um processo rápido ou fácil, mas fazer as coisas bem demora sempre algum tempo, na minha opinião.

Como compararias o «Enki» com os álbuns anteriores dos Melechesh?
Acho que o material evoluiu de modo positivo. Algumas pessoas pretendem ouvir outro «Sphynx» por exemplo, mas porque haveríamos de querer gravar o mesmo álbum duas vezes? Progrediu, mas quanto a mim continua a soar como um disco de Melechesh.

Melechesh2014bSendo a banda neste momento um projecto internacional, como é a dinâmica dentro do grupo? É uma relação inteiramente profissional ou existe amizade pessoal também?
Bem, passamos longos períodos de tempo junto uns dos outros ou a viver juntos. Normalmente damo-nos todos bem. Pelo menos a maior parte do tempo.

Como decorreu a produção do disco? Foi feita em alguns locais diferentes, certo?
Sim, não foi toda feita no mesmo estúdio. As mistura e masterização finais acabaram por ser realizadas na Suécia pelo Jonas Kjellgren, nos Black Lounge Studios. Basicamente fomos aos melhores estúdios que tínhamos disponíveis nas diferentes partes do álbum que precisavam de ser gravadas. Primeiro a bateria, depois as guitarras, o baixo e a voz, terminando nos processos de mistura e masterização.

Os Melechesh são a tua prioridade neste momento quando comparados, por exemplo, com os Crimson Moon?
Bem, Crimson Moon é um projecto que decidi desenvolver sozinho, como projecto a solo se lhe quiseres chamar assim. Por isso não tenho qualquer intenção de tocar ao vivo nem qualquer pressa em gravar novo material a não ser que tenha tempo e inspiração. Por isso não existe um real conflito de interesses ou qualquer motivo para estabelecer prioridades.

Melechesh - Enki - ArtworkQual a tua opinião sobre o turbilhão de alterações que afectou os Melechesh nos últimos tempos? Sentiste em alguma altura que o projecto estaria em risco?
Fazendo agora um balanço, acho que foi uma coisa que ajudou a que o álbum saísse mais agressivo. Foi, no entanto, um teste à paciência de toda a gente. Isso não posso negar. Acho que aprendemos a ser muito mais cínicos em relação a quem colabora connosco no futuro e a questionar as motivações das pessoas que aparecerem nas nossas audições daqui para a frente.

Qual foi o critério para escolherem os músicos convidados que aparecem em várias músicas do «Enki» – as suas capacidades, pura amizade ou o quê?
De tudo um pouco, na verdade. Havia um interesse genuíno de todas as pessoas envolvidas e acabou tudo por dar bons resultados, por isso nada foi forçado ou apenas para “vender” uns nomes conhecidos.

Mudaste-te dos Estados Unidos para a Alemanha. Fizeste-o por causa dos Melechesh? Quais são as principais diferenças entre viver nos E.U.A. e na Europa?
Não, na verdade mudei-me para a Europa em 1998 por várias razões. A música foi uma delas, mas também porque me sentia mais em casa aqui e, ao longo dos anos, fui-me habituando. Ir aos Estados Unidos agora é estranho e parece quase que sou um estrangeiro lá. Existem diferenças consideráveis, principalmente nas leis, na cultura, na linguagem e nas cenas musicais.

«Enki» foi editado em Fevereiro pela Nuclear Blast.
Site oficial

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Um pensamento sobre “MELECHESH

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