PORTUGUESES MACHINERGY “COBREM” RAMONES

Machinergy 2014Os portugueses Machinergy disponibilizaram online uma versão do tema «I Don’t Care», dos Ramones. A faixa, que é a primeira versão de outra banda gravada pelo colectivo thrash oriundo da Arruda dos Vinhos, pode ser ouvida no clip em baixo. Rui Vieira, vocalista e guitarrista dos Machinergy explica a escolha: “Esta ligação com os Ramones vem desde o tempo em que começámos os três a tocar no nosso primeiro projecto chamado Mortalha. Por essa altura – por volta de 1990 ou 1991 – o pai do meu tio arranjou-me o «It’s Alive», comprado na Feira da Ladra, em Lisboa. Julgo que esse disco funcionou para todos nós como a verdadeira definição do que é o rock’n’roll. De todas as músicas desse duplo vinil em gatefold, «I Don’t Care» foi o tema que se destacou e daí até começarmos a tocá-la foi um passo. No fundo, a «I Don’t Care» foi a primeira música completa que ensaiámos. Isto após ter entrado na nossa vida o… power chord”.

Veiria elabora ainda sobre a seminal banda punk. “Ramones não é tão básico como possa parecer. Aquela palhetada para baixo – downstroke picking – e o prato-choque sempre a “tilintar” durante uma hora e tal não era para qualquer um. É uma influência seminal, quanto mais não seja pela energia e forma directa como encaravam a música. Gostava de saber como deve ter sido ouvir aquela descarga naquela altura, como se sentiram as pessoas, o que pensaram”.

Os Machinergy editaram o seu segundo álbum de originais, «Sounds Evolution», no ano passado. O sucessor de «Rhythmotion» há cerca de um ano, numa primeira fase em regime de auto-edição e depois foi relançado pela editoras Metal Soldier Records e Secret Port Records.

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ARMORED SAINT

ArmoredSaint_WinHandsDownARMORED SAINT
«Win Hands Down»
Metal Blade
7/10
Os Armored Saint estão, para o metal, como aquela tia solteirona e simpática está para a família. Toda a gente gosta deles, dão presentes simpáticos mas nunca chegaram realmente a lado nenhum e não são levados realmente a sério. Mas a verdade é que o grupo tem a combinação certa para ser a banda preferida de qualquer um de nós: John Bush (ex-Anthrax) na voz, Phil Sandoval (ex-Life After Death) e Jeff Duncan (ex-Bird Of Prey) nas guitarras, Joey Vera (Fates Warning) no baixo e Gonzo Sandoval (ex-Life After Death) na bateria, com uma boa mistura de heavy metal e power thrash. Em mais de três décadas de carreira (interrompida um par de vezes) o projecto editou meia-dúzia de álbuns de originais que oscilam entre o excelente e o vagamente dispensável mas, chegados a esta fase da sua vida, qualquer coisa que lançassem ia ser sempre interessante. «Win Hands Down» parece, no entanto, reflectir uma banda que se está a borrifar para o que é esperado e parte para uma série de canções feitas a pensar em si própria. É por isso que há baladas sentidas, temas uptempo com secções musicais maiores do que o habitual e outras bizarrias que, não interrompendo o ritmo ou a atmosfera de um bom álbum dos Armored Saint, lhe dão um pouco de sobre-variedade. «Win Hands Down» não é, por isso, a desarmante obra prima que foi «Symbol Of Salvation», mas também nem isto são os anos 90 e nem a banda parece estar para aí virada. Ao invés, temos um disco mais honesto, mais profundo e mais adulto. Lidem com isso à vossa maneira.

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VOCALISTA DOS TOOL COLOCA PRÓTESE NA ANCA

Tool_Maynard_PostSurgery_2015Maynard James Keenan, vocalista dos Tool e dos Puscifer, submeteu-se recentemente a uma intervenção cirúrgica para colocar uma prótese na anca. O cantor colocou na sua página do Facebook uma foto no pós-operatório com a seguinte mensagem “Não queria assustar ninguém. Queria esperar até estar fora de perigo. Anos a bater o pé deixaram-me sem qualquer tipo de cartilagem na minha anca direita. Substituí-a totalmente ontem. Voltei a andar hoje”. Keenan, que ganhou recentemente o cinturão roxo de jiu jitsu, acrescentou ainda: “Mais doze semanas e estarei de volta ao tapete para trabalhar no cinturão castanho”.

Maynard disse também recentemente à Punchdrink.com que os Puscifer estão prestes a finalizar um novo disco, que deverá ser lançado no Outono. Quanto aos Tool, foi noticiado em Março que a banda terá resolvido uma série de assuntos legais que se arrastaram por oito anos e que estaria de volta às digressões e composição. O sucessor de «10,000 Days», editado em 2006, é assim esperado para breve.

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MARUTA

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«Remain Dystopian»
Relapse Records
7/10
O grindcore é uma espécie de novo doom metal e parece ser, actualmente, um crime de lesa-pátria não se gostar ou ser-se indiferente a tudo o que tenha um bom blastbeat, vocalizações graves e som abrasivo. Os Maruta apanharam uma boa boleia desta onda nos dois primeiros álbuns de originais (editados pela Wilowtip) e chegam agora em brasa à Relapse para um mais que provável recolher de louros. E «Remain Dystopian», o seu novo trabalho discográfico, presta-se a isso com uma generosa dose de 17 faixas em que o grindcore se submete a uma camada de noise (providenciada por Jay Randall dos Agoraphobic Nosebleed) e ocasionais incursões pelos ritmos mais lentos do doom. Tomas Lindberg (At The Gates) e J.R. Hayes (Pig Destroyer) ainda dão uma “perninha” nas vocalizações a ver se a coisa fica mais convincente e distinta, mas os Maruta não conseguem ainda ultrapassar a barreira do “mero” grindcore competente e bem feito para aquele ataque imparável e desumano que bandas como Noisear (paradoxalmente, a outra banda do vocalista dos Maruta) ou Murder Construct conseguem montar. Ficam 27 minutos de uma mistura de death metal e grind técnico, pesado e com aspirações noise e doom que, no papel, resulta às mil maravilhas mas que ainda soa um pouco genérico em disco. Nada que um pouco mais de experiência e um pouco menos de concorrência não resolvam. Dizemos nós.

ANNIHILATOR: VOCALISTA SAI, DISCO EM SETEMBRO

annihilatorsuicidesocietycdroughOs canadianos Annihilator regressam aos álbuns de originais no dia 18 de Setembro, data em que editam o seu décimo quinto disco, intitulado «Suicide Society», pela UDR Music. O trabalho marca o regresso do líder, fundador e guitarrista do projecto, Jeff Waters, à posição de vocalista, uma vez que o cantor Dave Padden terá anunciado a sua decisão de sair do projecto em Dezembro do ano passado, justificando a decisão com o tempo que as constantes digressões lhe “roubavam” para outros compromissos e o obrigavam a estar fora de casa. Em resultado disso, Jeff Waters regressou à posição de vocalista, que já tinha ocupado em diversos discos nos anos 90, que acumulou no álbum com a gravação das guitarras e do baixo, a composição, a produção, a mistura e a masterização. «Suicide Society» conterá nove faixas, que podem ser parcialmente ouvidas no clip em baixo.

Em termos de formação os Annihilator contam agora também com um novo baixista (o ex-Magnetic Cam Dixon) e com um novo guitarrista (Aaron Hooma, dos Immersed), que se juntam assim a Waters e ao baterista Mike Harshaw (também dos Mastery). Em princípio será esta a formação que actuará em Portugal no dia 9 de Outubro, quando os Annihilator subirem ao palco do Hard Club, no Porto.

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PARADISE LOST

ParadiseLost_ThePlagueWithinPARADISE LOST
«The Plague Within»
Century Media
9/10
Todos os fãs de metal gostam de criticar bandas que mudam, que evoluem. É possivelmente uma das características mais irritantes dos metaleiros. Os Paradise Lost descobriram-no quando, numa primeira fase, cambiaram o seu doom/death metal para um metal de contornos mais góticos e, mais tarde, para um estilo de contornos electrónicos e sinfónicos. No entanto, e devido a uma impressionante qualidade musical presente em todos os discos que editaram, nunca puseram em risco o respeito da cena global, perdendo alguns fãs mais radicais pelo caminho mas ganhando muitos mais com o seu crescimento e evolução musical. E agora, numa altura em que regressam, em parte, ao doom/death metal do primeiro terço da sua carreira, os Paradise Lost continuam a cheirar a evolução e a caminho para a frente. Certamente porque «The Plague Within», não é um disco igual a «Lost Paradise» e é claramente feito aqui-e-agora, por uma banda que percebe um bocado de dinâmicas, arranjos e de equilibrar melodias, atmosfera e peso de uma densidade quase impenetrável. Depois, porque existem pedaços das “fases” gótica e sinfónica, a espreitarem em temas como «Victims Of The Past», para tornarem a música mais rica e completarem esta espécie de círculo que parece um decidido passo em frente por parte dos Paradise Lost. E, no meio disto tudo, os ingleses voltaram a lançar um álbum de peso, melodia e atmosfera sem paralelo, não repetindo a receita mas também não traindo as suas raízes e o seu próprio caminho musical. Seria um feito assinalável para qualquer outra banda, mas é apenas o business as usual dos Paradise Lost, pelos vistos.

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MASTODON PARTICIPARAM NA GUERRA DOS TRONOS

mastodongameofthrones2O episódio da série televisiva Guerra dos Tronos transmitido esta segunda-feira em Portugal (no Domingo dos E.U.A.) contou com três elementos dos Mastodon. Brann Dailor, Bill Kelliher e Brent Hinds foram convidados especiais do episódio chamado “Hardhome”, que passou no canal de cabo FX. O convite partiu do produtor executivo da série da HBO Dan Weiss, bem como de outros produtores executivos que são todos fãs da banda. As cenas foram filmadas em Belfast, na Irlanda do Norte e os Mastodon aproveitaram a ocasião para visitar os cenários nos Titanic Studios.

Os três músicos são mortos no episódio em questão, voltando depois à vida como Caminhantes Brancos. Os Mastodon fazem também parte da mixtape da Guerra dos Tronos «Catch The Throne: The Mixtape Vol. 2», onde participam com um tema precisamente chamado «White Walker».

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Heavy metal, underground e música extrema em geral.