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ANALEPSY EM DIGRESSÃO EUROPEIA NO VERÃO

Analepsy tourOs lisboetas Analepsy vão passar boa parte do Verão numa digressão pela Europa. A The Curse Of Earth Tour juntará a banda de death metal brutal nacional aos norte-amerianos AngelMaker, aos espanhóis Cannibal Granpa e aos ingleses Osiah e terá duas dezenas de datas, com a banda portuguesa a participar entre 5 e 25 de Agosto. Nenhum dos concertos é, no entanto, em Portugal. O périplo visitará países como a Inglaterra, Alemanha, Itália, Suíça, Bélgica, Eslováquia e Áustria.

Os Analepsy foram formados em 2014 por elementos e ex-elementos de outras bandas nacionais como Brutal Brain Damage, Festering e Formaldehyde. Lançaram, até ao momento, um álbum de originais («Atrocities From Beyond», de 2017), um EP («Dehumanization By Supremacy», de 2015) e um split com os noruegueses Kraanium.

SKINLESS

12 Jacket (3mm Spine) [GDOB-30H3-007}SKINLESS
«Only The Ruthless Remain»
Relapse Records
8/10
Depois de atirarem a toalha ao chão em 2011, não foi preciso mais do que um par de anos para que os norte-americanos Skinless regressassem à actividade e, depois, mais outro par até os termos de volta aos discos. «Only The Ruthless Remain» recupera a formação “clássica” da banda, completa com um segundo guitarrista (Dave Matthews, dos Incontinence) e traz de volta o death metal igualmente “clássico” que é a imagem de marca do projecto. Que é como quem diz, aquela mistura sábia e visceral do lado mais técnico do estilo e de uma consciência de groove ao nível dos Suffocation ou Cannibal Corpse. A banda concentra os seus esforços em 35 minutos, divididos por sete faixas, e remove qualquer tipo de “gordura” desnecessária da música, terminando o processo com um death metal algo batido, mas infalivelmente pesado, tecnicamente evoluído e com um bom balanço. Nestas contas não entram as parcelas da criatividade, que neste tipo de death metal valem o que valem, mas em termos de competência, capacidade de acelerarem, fazerem breaks, dispararem riffs contundentes e enfiarem pormenores de guitarra deliciosos em poucos décimos de segundo, os Skinless estão tão em forma como se não estivessem em “silêncio” há oito anos. E mantêm-se bem relevantes. Quantas bandas de death metal brutal podem orgulhar-se disso?

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MARUTA

12 Jacket (3mm Spine) [GDOB-30H3-007}MARUTA
«Remain Dystopian»
Relapse Records
7/10
O grindcore é uma espécie de novo doom metal e parece ser, actualmente, um crime de lesa-pátria não se gostar ou ser-se indiferente a tudo o que tenha um bom blastbeat, vocalizações graves e som abrasivo. Os Maruta apanharam uma boa boleia desta onda nos dois primeiros álbuns de originais (editados pela Wilowtip) e chegam agora em brasa à Relapse para um mais que provável recolher de louros. E «Remain Dystopian», o seu novo trabalho discográfico, presta-se a isso com uma generosa dose de 17 faixas em que o grindcore se submete a uma camada de noise (providenciada por Jay Randall dos Agoraphobic Nosebleed) e ocasionais incursões pelos ritmos mais lentos do doom. Tomas Lindberg (At The Gates) e J.R. Hayes (Pig Destroyer) ainda dão uma “perninha” nas vocalizações a ver se a coisa fica mais convincente e distinta, mas os Maruta não conseguem ainda ultrapassar a barreira do “mero” grindcore competente e bem feito para aquele ataque imparável e desumano que bandas como Noisear (paradoxalmente, a outra banda do vocalista dos Maruta) ou Murder Construct conseguem montar. Ficam 27 minutos de uma mistura de death metal e grind técnico, pesado e com aspirações noise e doom que, no papel, resulta às mil maravilhas mas que ainda soa um pouco genérico em disco. Nada que um pouco mais de experiência e um pouco menos de concorrência não resolvam. Dizemos nós.

PARADISE LOST

ParadiseLost_ThePlagueWithinPARADISE LOST
«The Plague Within»
Century Media
9/10
Todos os fãs de metal gostam de criticar bandas que mudam, que evoluem. É possivelmente uma das características mais irritantes dos metaleiros. Os Paradise Lost descobriram-no quando, numa primeira fase, cambiaram o seu doom/death metal para um metal de contornos mais góticos e, mais tarde, para um estilo de contornos electrónicos e sinfónicos. No entanto, e devido a uma impressionante qualidade musical presente em todos os discos que editaram, nunca puseram em risco o respeito da cena global, perdendo alguns fãs mais radicais pelo caminho mas ganhando muitos mais com o seu crescimento e evolução musical. E agora, numa altura em que regressam, em parte, ao doom/death metal do primeiro terço da sua carreira, os Paradise Lost continuam a cheirar a evolução e a caminho para a frente. Certamente porque «The Plague Within», não é um disco igual a «Lost Paradise» e é claramente feito aqui-e-agora, por uma banda que percebe um bocado de dinâmicas, arranjos e de equilibrar melodias, atmosfera e peso de uma densidade quase impenetrável. Depois, porque existem pedaços das “fases” gótica e sinfónica, a espreitarem em temas como «Victims Of The Past», para tornarem a música mais rica e completarem esta espécie de círculo que parece um decidido passo em frente por parte dos Paradise Lost. E, no meio disto tudo, os ingleses voltaram a lançar um álbum de peso, melodia e atmosfera sem paralelo, não repetindo a receita mas também não traindo as suas raízes e o seu próprio caminho musical. Seria um feito assinalável para qualquer outra banda, mas é apenas o business as usual dos Paradise Lost, pelos vistos.

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NOVOS LANÇAMENTOS: VAI SER UM VERÃO QUENTE

Nile_Band_2014Longe vai o tempo em que o Verão era uma altura morna para novos lançamentos discográficos. A maior ligação das pessoas à internet, com dispositivos mais portáteis, aliada a uma cada vez mais presente mudança na forma como a música é consumida, faz com que o Verão seja uma altura igual – ou mesmo melhor, se pensarmos no dinheiro extra, de subsídios de férias, que anda a circular – para lançar disquinhos das bandas preferidas das pessoas.

Por isso, entre 21 de Junho e 21 de Setembro vai ser um festim de coisas boas a chegarem. Logo no inicio da estação, vamos ter o regresso de dois nomes veteranos dentro de dois estilos díspares: os Virgin Steele editam «Nocturnes Of Hellfire & Damnation» e os heróis do hardcore nova-iorquino Pro-Pain regressam com «Voice Of Rebellion», o seu décimo quinto álbum de originais em quase 25 anos de carreira. Junho dará ainda tempo para discos novos da bandas brutas como Milking The Goatmachine, Jungle Rot ou Thy Art Is Murder. Os suecos Refused editam «Freedom» e darão certamente um grande Verão aos fãs de punk/hardcore, enquanto que os norte-americanos Abnormal Thought Patterns vão tentar provar as boas indicações do metal progressivo, técnico e instrumental que apresentaram no disco de estreia.

Julho será um mês em cheio. Entre lançamentos ao vivo de bandas como Yes, Death Angel, Dragonforce ou U.D.O., destacam-se «Coma Ecliptic» dos Between The Buried And Me, «Of Ghosts And Gods» dos Kataklysm e «Underworld» dos Symphony X. Os heróis do crossover finlandês Waltari regressam também às edições com «You Are Waltari», enquanto que os misteriosos Locrian lançam mais uma bomba de drone experimental chamada «Infinite Dissolution», mais uma vez pela Relapse. Os Bone Gnawer editam o muito aguardado sucessor da estreia «Feast Of Flesh», enquanto que Gus G, guitarrista de Ozzy Osbourne, aproveita as “férias” que tirou de Firewind para facturar mais um disco em nome próprio, chamado «Brand New Revolution».

Finalmente, em Agosto haverá 11 discos essenciais. Do lado mais bruto do metal, os Nile (na foto) editam «What Should Not Be Unearthed», os Cattle Decapitation disparam com «The Anthropocene Extinction» e os Hate Eternal disponibilizam «Infernus». Os suecos Backyard Babies regressam às edições com «Four By Four» e no mesmo país os Ghost lançam «Meliora» e os Soilwork respondem com «The Ride Majestic». Quem gosta de death/thrash dinâmico e moderno não pode também perder a nova proposta dos Battlecross, chamada «Rise To Power». Do lado do hardcore há a novidade dos Terror, intitulada «The 25th Hour». Restam as novidades de Fear Factory («Genexus»), Bullet For My Valentine («Venom») e Stratovarius («Eternal») para completar um dos mais “quentes” meses de Agosto dos últimos ano.

Setembro, mais concretamente no dia 11, é o mês em que os Slayer entregam ao mundo «Repentless», o seu novo álbum de originais. Posto isto, valerá mesmo a pena destacar mais alguma coisa para o final do Verão?

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THE TEMPLE, HEIMDAL E MAIS GENTE DE PESO EM VISEU EM JULHO

TheTemple_Video_2015Os veteranos The Temple (na foto) vão encabeçar o cartaz deste ano do Viseu Rock Fest, que acontece na ASDRAQ, na Quintela de Orgens, no dia 25 de Julho. A banda de groove thrash lisboeta editou apenas dois álbuns de originais em mais de duas décadas de carreira (o terceiro está a “vestir-se” na Dinamarca neste momento), mas os seus (raros) concertos são sempre energéticos e dinâmicos. Dos Estados Unidos chegam duas bandas de grindcore para dar peso a Viseu: os reactivados Hemdale e os libertinos Nak’ay. De Espanha chegam também duas propostas bem válidas: os Bloodhunter com o seu death metal melódico de vocalizações femininas e os Mind Holocaust, num registo de death metal brutal mais tradicional. O contingente nacional fica completo com os Serrabulho, Mr. Miyagi, The Black Wizards, The Last Of Them, Stone Dead e Fuck 77. O evento começa às 16.00h e os ingressos custam Eur 10,00 em venda antecipada (Eur 12,00 no próprio dia) e podem ser reservados aqui:

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POSTO DE ESCUTA 29.05.2015

A perspectiva de um fim-de-semana é sempre uma boa desculpa para vos revelarmos o que andamos a ouvir. eis mais um Posto de Escuta pleno de boas sugestões para aproveitarem os dias de calor que se adivinham.

Arcadia_AdhorribleAndDeathliciousARCADIA «Adhorrible And Deathlicious»
Beyond Prod.
A ideia nem é má. Os Arcadia pegam no metalcore de primeira geração, de bandas como Fear Factory, e dão-lhe um cunho ligeiramente pessoal, nomeadamente ao nível dos arranjos melódicos e de algum peso extra. O resultado justifica a alcunha de “Fear Factory italianos” que o grupo tem, mas ao quinto álbum de originais nota-se alguma estagnação da receita musical e uma ligeira repetição de ideias. A produção deveria ter também um pouco mais de push e brilho, para que a dinâmica dos Arcadia funcionasse um pouco melhor. Ainda assim, se a vossa cena é metalcore experimental, de vocalizações variadas e com um cunho pessoal, «Adhorrible And Deathlicious» pode ter alguma coisa para vocês. (6/10)


 

Chabtan_TheKissOfCHABTAN «The Kiss Of Coatlicue»
Mighty Music
Não deixa de ser impressionante os níveis de ambição e confiança que os franceses Chabtan apresentam logo no seu disco de estreia. Apesar de contarem na formação com músicos de alguma experiência (um dos guitarristas pertenceu aos Discordant e o baterista fa parte dos Song My), o projecto nasceu apenas em 2011 e agora, com «The Kiss Of Coatlicue», apresenta já uma interessante proposta de death metal/deathcore influenciada pela Mesopotâmia. As ligações dos Chabtan ao Médio Oriente são feitas essencialmente por via das letras, mas também de algumas atmosferas e melodias, que encaixam bem no death metal tecnicamente puxadinho e pesado apresentado pelos parisienses. O resultado final respira modernidade, intensidade, também algum exotismo e pode considerar-se uma aposta ganha. Faltam, naturalmente, limar arestas, nomeadamente ao nível da parte mais brutal da música da banda, que carece um pouco mais de personalidade e esclarecimento ao nível da composição, mas para disco de estreia «The Kiss Of Coatlicue» não está mesmo nada mau. (7/10)


 

Prefinal_1_StadtCOLD CELL «Lowlife»
Avantgarde Music
Não muito longe do universo dos compatriotas Schammasch, com quem compartilham o baterista, os suíços Cold Cell chegam ao segundo álbum de originais com uma versão um pouco mais esclarecida do black metal frio e vanguardista que tinham apresentado em 2013 na estreia «Generation Abomination». A variedade rítmica, entre o black’n’roll e a velocidade extrema que traz muita Escandinávia para a música dos Cold Cell, será porventura o departamento em que a banda mais evoluiu. De resto, «Lowlife» não foge muito ao espectro de black metal hermético, feito com os mesmos elementos sónicos de sempre, pese embora usados com parcimónia e alguma criatividade. Mas continua a ser, por opção própria, um disco de black metal para fãs de black metal. (7/10)


 

Exxiles_OblivionEXXILES «Oblivion»
Nightmare Records
Formado pelo ex-baterista dos Reign Of The Architect, Mauricio Bustamante, Exxiles é um novo projecto de heavy metal sinfónico e progressivo, ao estilo de rock-ópera e cheio de colaborações de convidados especiais de renome. A construção musical carece ainda de alguma simplicidade e assertividade, mas a estreia «Oblivion» mostra predicados interessantes para quem gosta de power metal multi-camadas, de melodias inteligentes e laivos progressivos. E depois, claro que gente como Mike Lepond (Symphony X), Chris Caffery (ex-Savatage), Marcelia Bovio (Stream Of Passion), Oddleif Stensland (Communic) ou Wilmer Waarbroek (Ayreon), entre outros, dão sempre um boost de qualidade (técnica e de interpretação) e mais-valia que enriquecem qualquer disco. (7/10)


 

12 Jacket (3mm Spine) [GDOB-30H3-007}HIDDEN ORCHESTRA «Reorchestrations»
Denovali Records
Não há grandes palavras para descreverem o que o multi-instrumentista Joe Acheson faz no seu projecto Hidden Orchestra. Digamos apenas que música electrónica e acústica são fundidas, domadas e apresentadas como nunca ouvimos antes. Neste projecto de remisturas, o senhor levou para o seu estúdio gente como Piano Interrupted, Poppy Ackroyd, Floex ou Long Arm para trabalhar em cima de faixas escritas desde o seu último álbum «Archipelago», de 2012. O resultado é um festim de experimentação musical, cheio de harmonias ricamente texturadas, breakbeat suave enrolado com jazz, música contemporânea fortemente atmosférica a puxar para a banda-sonora e coisas electrónicas que vão muito para além da mera electrónica. É Hidden Orchestra levado à quinta casa da perfeição sónica. (9/10)


 

Teethgrinder_MisanthropyTEETHGRINDER «Misanthropy»
Lifeforce Records
Se quisermos ser rigorosos, temos de descrever a sonoridade dos holandeses Teethgrinder, neste disco de estreia, como uma mistura de grindcore, powerviolencce, black metal, noise e crust. Mas a coisa é feita com tamanha violência e maldade que a última coisa que nos apetece é sermos rigorosos. «Misanthropy» é castanhada da boa, feita com o mesmo tipo de mentalidade que orienta os Napalm Death há décadas: derrubar cada uma das barreiras existentes entre os mais extremos géneros musicais, fazê-lo com inteligência, um olho na experimentação mas sem um pingo de ponderação ou bom senso. Porque o que interessa, no mundinho perfeito dos Teethgrinder, é acelerar até ao ponto da fusão nuclear, desacelerar para atmosferas doom/industriais e depois voltar a acelerar até o ouvinte estar feito numa polpa. Estão avisados. (8/10)


 

TheGreatDiscord_DuendeTHE GREAT DISCORD «Duende»
Metal Blade
Misturam metal progressivo moderno, influenciado por The Dillinger Escape Plan e Meshhugah, com vocalizações femininas de personalidade forte e momentos de uma melancolia que lhes revela a alma sueca. Chamam-se The Great Discord e o seu disco de estreia, «Duende», é uma vertigem de coisas muito interessantes, outras apenas vagamente interessantes e algumas – poucas – que revelam bem a tenra idade do quinteto. A grande vantagem da proposta o projecto é, definitivamente, a forma como conseguem aliar melodia, harmonias clássicas e arranjos tecnicamente puxados. O grande ponto negativo de «Duende» é a falta de foco das canções, que se “limitam” a ser fatias da abordagem musical da banda, sem uma grande personalidade musical vincada. Ainda assim, trata-se de uma estreia reveladora, por parte de uma banda que pode tornar-se bem válida. Assim saiba crescer e evoluir.. (7/10)


 

ThirdIon_13-8BitTHIRD ION «13/8 Bit»
Glasstone Records
Fundados em 2010, os Third Ion são daqueles projectos destinados a fazer grande música que depois, de acordo com sorte, conjuntura e os conhecimentos certos, podem ou não ter o reconhecimento que merecem. Mas uma banda que junta nas suas fileiras um ex-baixista da The Devin Townsend Band (Mike Young), um guitarrista que esteve oito anos nos Into Eternity (Justin Bender),o vocalista dos doomsters The Highest Leviathan (Tyler Gilbert) e um baterista com as qualidades técnicas de Aaron Edgar, só pode mesmo escrever e gravar música de qualidade. É o caso de «13/8 Bit», disco de estreia do projecto, cujo metal progressivo oscila entre a melodia e atmosferas de uns Soen, a libertinagem de uns Fair To Midland e a selvajaria técnica de uns Contortionist. O quarteto une todos os elementos musicais da sua receita com um misto de inspiração, coesão e fluidez natural de grandes músicos. Pode ser o disco certo para tirar o vício Soen do corpo de muito boa gente. (8/10)


 

Vargnatt_GrausammlerVARGNATT «Grausammler»
Eisenwald
Não foram necessários mais do que duas maquetas e um EP para que os Vargnatt se destacassem na competitiva cena alemã de black metal. O motivo é uma abordagem “clássica” (ler “como nos primeiros discos de Burzum e Ulver”) ao black metal escandinavo e naturista. «Grausammler», o primeiro longa-duração do projecto, vem agora confirmar totalmente os predicados do colectivo: uma sólida parede sonora composta por riffs gélidos e evocativos, ocasionalmente “cortada” por passagens acústicas e sempre adornada por atmosferas espessas e pela voz gritada em desespero do mentor Evae. Dentro do black metal nórdico, naturista e atmosférico, não há muito melhor que isto. (8/10)


 

Witchwood_LitaniesFromTheWITCHWOOD «Litanies From The Woods»
Jolly Roger Records
Já sabemos o que vocês vão pensar quando descrevermos o disco de estreia dos Witchwood como “hard/doom rock psicadélico e progressivo”. O que vão pensar é “Mais hippies”. E sim, estes italianos são hippies. O problema, meus amigos, é que também conseguiram fazer um disco do caraças, cheio de recantos de devaneios prog, canções de blues/rock que gritam Led Zeppelin em todos os riffs e uma atmosfera que é preciso ser experimentada para ser verdadeiramente percebida. O facto dos Witchwood se terem formado a partir das raízes de uma banda já algo experiente – os Buttered Bacon Biscuits – ajuda a explicar, mas não justifica toda a genialidade de «Litanies From The Woods». Por isso sim, este é mais um disco que cai no hype do doom/hard rock retro e vintage. Mas não, não é um disco qualquer. (8/10)

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