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DEZ DISCO ESSENCIAIS – SEMANA 26

BULLET FOR MY VALENTINE
«Gravity»

Spinefarm Records

Os galeses Bullet For My Valentine foram das primeiras bandas de metalcore a atingirem o estrelato e, mesmo duas décadas depois da sua formação, mantêm a relevância à conta de uma sábia gestão de carreira e poder evolutivo. «Gravity» é o sexto álbum de originais do quarteto e promete não desiludir os fãs.


CRYSTAL VIPER
«At The Edge Of Time» EP

AFM Records

Cerca de um ano depois do último álbum de originais e numa altura em que se sabe que a banda estará em Portugal em Dezembro, os polacos Crystal Viper regressam com um novo EP. Heavy metal clássico continua a ser a proposta, mas em «At The Edge Of Time» a banda arrisca um pouco, com um tema cantado em polaco e duas versões (de Giallo e Quartz), entre dois temas originais cantados em inglês.


FATES WARNING
«Live Over Europe»

InsideOut Music

Os Fates Warning são um dos expoentes máximos do metal progressivo e os seus concertos são testemunhos da exuberância técnica e dotes de composição invulgares que a banda possui. «Live Over Europe» é um disco duplo ao vivo que serve de documento da última digressão que a banda norte-americana fez na Europa. Disponível em edição “normal” e no Mediabook de dois CD que já é tradicional na InsideOut.


MOUNTAINEER
«Passage»

Lifeforce Records

Abram alas para o doom metal/shoegaze dos Mountaineer que, directamente da Bay Area, nos bombardeiam com os sons melancólicos e as emoções fortes contidos no seu segundo álbum, «Passage». Um dos lançamentos mais surpreendentes desta semana.


NECRYTIS
«Countersighns»

Pure Steel Records

Oriundos dos E.U.A. e com dois elementos de Sure’s Idol na formação, os Necrytis são um trio de heavy metal clássico que se estreia em disco com o álbum «Countersighns». A abordagem simples e eficaz destaca-se, assim como a composição honesta e a tendência para os riffs clássicos. Uma estreia auspiciosa de uma banda a seguir com atenção por parte dos fãs de heavy metal sem aditivos.


NONEXIST
«In Praise Of Death» EP

Mighty Music

Os suecos Nonexist praticam thrash/death metal melódico com a autoridade que a sua nacionalidade lhes dá e o talento de terem elementos de Andromeda, Skyfire e um músico (Johan Reinholdz) que toca com os Dark Tranquillity ao vivo. O novo EP, «In Praise Of Death», conta mesmo com um tema em que Mikael Stanne (Dark Tranquillity) e Michael Amott (Arch Enemy) participam como convidados.


SHYLMAGOGHNAR
«Transience»

Napalm Records

Os holandeses Shylmagoghnar surpreenderam a cena quando, em 2014, lançaram o auto-financiado disco de estreia «Emergence», que continha uma mistura quase perfeita de death metal melódico, metal progressivo e black metal. Agora regressam com o sucessor, numa editora grande, e com planos para conquistar o mundo.


THE EVIL
«The Evil»

Osmose Productions

Oriundos de Minas Gerais no Brasil, os The Evil são um quarteto de doom/stoner metal absolutamente negro e obscuro, cujo álbum de estreia homónimo, editado digitalmente pela banda há cerca de um ano, chamou a atenção da influente Osmose Productions. E agora aqui está ele, lançado em CD, vinil e cassete, pronto para ser a banda sonora de rituais vários e “viagens” mais ou menos ácidas.


THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA
«Sometimes The World Ain’t Enough»

Nuclear Blast

Começam a ser curtos os adjectivos superlativos para definir os The Night Flight Orchestra, projecto de AOR clássico gerido por Bjorn “Speed” Strid (Soilwork) e Sharlee D’Angelo (Arch Enemy). «Sometimes The World Ain’t Enough», o quarto álbum de estúdio da banda, é mais uma bela colecção de temas inspirados em Journey e Thin Lizzy que deixarão os metaleiros a cantar refrões.


VANHELGA
«Fredagsmys»

Osmose Productions

Oriundos da mesma escola SDBM dos Shining, os suecos Vanhelga têm tido uma carreira mais discreta, mas nem por isso menos interessante. «Fredagsmys» é o quinto álbum de originais do quarteto e não desiludirá os fãs de nomes como Lifelover, Apaty ou Woods Of Infinity.

DEZ DISCOS ESSENCIAIS DA SEMANA

ÁRSTÍÐIR
«Nivalis»

Season of Mist

Misturar pós-rock e influências neo-clássicas é algo já relativamente batido. Mas se lhe juntarmos um forte sabor nórdico, por via dos islandeses Árstíðir, a coisa fica bem mais intensa e original. «Nivalis» prova-o com classe e qualidade e constitui-se uma das grandes surpresas da semana


CRAFT
«White Noise And Black Metal»

Season of Mist

Com um título destes, os suecos Craft não poderiam tocar outra coisa senão black metal. «White Noise And Black Metal» é o quinto disco do colectivo liderado pelo guitarrista Jon Doe (ex-Shining, ex-Watain) e que segue de forma muito decente as pisadas da escola sueca de bandas como Armagedda ou Pest.


GAEREA
«Unsettling Whisper»

Transcending Obscurity

A cena black metal nacional tem estado nos últimos anos mais activa que nunca e os Gaerea consubstanciam esta actividade. O trio, composto por gente de Pestifer, Loss Spectra Of Pure e Damage My God, estreia-se agora nos álbuns de estúdio, depois de um EP homónimo lançado em 2016, e as indicações não podiam ser melhores. Black metal negro, intenso e de pedigree death metal.


HACKEN
«L-1VE»

InsideOut Music

Universalmente considerados uma das mais brilhantes propostas da actual cena progressiva britânica, os Hacken editam, com «L-1VE», o seu primeiro registo ao vivo, depois de quatro álbuns de originais. E o resultado não podia ser mais elucidativo. Em palco, o sexteto londrino é tão coeso como em disco e os Hacken estão a caminho de algo verdadeiramente grade.


IMPENDING DOOM
«The Sin And Doom Vol. II»

eOne Music

Se, por um lado, o deathcore já teve melhores dias, por outro lado os norte-americanos Impending Doom continuam a representar o género como poucas bandas conseguem fazer hoje em dia. «The Sin And Doom Vol. II» é o sexto álbum do colectivo californiano e promete momentos de grande peso, breakdowns e violência.


KHEMMIS
«Desolation»

Nuclear Blast/20 Buck Spin

Depois de dois álbuns, lançados em 2015 e 2016, que conquistaram o underground, os norte-americanos Khemmis chegam, com o seu doom/heavy metal, à gigante Nuclear Blast e prometem conquistar o (que falta do) mundo. Se procuram a mistura certa entre Pallbearer e Candlemass, esta é a vossa solução.


MARDUK
«Viktoria»

Century Media

Os Marduk dispensam apresentações no que ao black metal diz respeito. «Viktoria», o 14.º álbum de originais dos suecos, volta a um registo mais rápido e abrasador, depois de alguns discos negros e ritualistas. E os Marduk nunca soaram melhor…


THE SEA WITHIN
«The Sea Within»

InsideOut Music

Juntar na mesma banda Tom Brislin (Yes), Daniel Gildenlöw (Pain of Salvation), Roine Stolt (The Flower Kings, Transatlantic), Marco Minneman (Steven Wilson, Joe Satriani) e Jonas Reingold (The Flower Kings) é o sonho molhado de qualquer fã de rock progressivo. E é precisamente a isso que «The Sea Within», o disco de estreia do super-projecto, soa.


WOLFEN
«Rise Of The Lycans»

Pure Steel Records

A tradição de power/thrash metal corre forte na Alemanha. Os Wolfen, oriundos de Colónia, cumprem-na ininterruptamente há 24 anos e editam esta semana o seu sexto álbum de originais. «Rise Of The Lycans» é uma autêntica lição de tradição, vitalidade e honestidade.


ZEAL & ARDOR
«Stranger Fruit»

MKVA Records

Juntar black metal e soul espiritual pode ser tão original quanto bizarro, mas a verdade é que o suíço-americano Manuel Gagneux consegue fazê-lo há já uns bons anos com Zeal & Ardor. «Stranger Fruit», o novo álbum, mostra o aperfeiçoamento da receita e entrou directamente para a segunda posição da tabela de vendas suíça. Teremos hype a caminho?

 

PORTUGUESES MACHINERGY “COBREM” RAMONES

Machinergy 2014Os portugueses Machinergy disponibilizaram online uma versão do tema «I Don’t Care», dos Ramones. A faixa, que é a primeira versão de outra banda gravada pelo colectivo thrash oriundo da Arruda dos Vinhos, pode ser ouvida no clip em baixo. Rui Vieira, vocalista e guitarrista dos Machinergy explica a escolha: “Esta ligação com os Ramones vem desde o tempo em que começámos os três a tocar no nosso primeiro projecto chamado Mortalha. Por essa altura – por volta de 1990 ou 1991 – o pai do meu tio arranjou-me o «It’s Alive», comprado na Feira da Ladra, em Lisboa. Julgo que esse disco funcionou para todos nós como a verdadeira definição do que é o rock’n’roll. De todas as músicas desse duplo vinil em gatefold, «I Don’t Care» foi o tema que se destacou e daí até começarmos a tocá-la foi um passo. No fundo, a «I Don’t Care» foi a primeira música completa que ensaiámos. Isto após ter entrado na nossa vida o… power chord”.

Veiria elabora ainda sobre a seminal banda punk. “Ramones não é tão básico como possa parecer. Aquela palhetada para baixo – downstroke picking – e o prato-choque sempre a “tilintar” durante uma hora e tal não era para qualquer um. É uma influência seminal, quanto mais não seja pela energia e forma directa como encaravam a música. Gostava de saber como deve ter sido ouvir aquela descarga naquela altura, como se sentiram as pessoas, o que pensaram”.

Os Machinergy editaram o seu segundo álbum de originais, «Sounds Evolution», no ano passado. O sucessor de «Rhythmotion» há cerca de um ano, numa primeira fase em regime de auto-edição e depois foi relançado pela editoras Metal Soldier Records e Secret Port Records.

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ANNIHILATOR: VOCALISTA SAI, DISCO EM SETEMBRO

annihilatorsuicidesocietycdroughOs canadianos Annihilator regressam aos álbuns de originais no dia 18 de Setembro, data em que editam o seu décimo quinto disco, intitulado «Suicide Society», pela UDR Music. O trabalho marca o regresso do líder, fundador e guitarrista do projecto, Jeff Waters, à posição de vocalista, uma vez que o cantor Dave Padden terá anunciado a sua decisão de sair do projecto em Dezembro do ano passado, justificando a decisão com o tempo que as constantes digressões lhe “roubavam” para outros compromissos e o obrigavam a estar fora de casa. Em resultado disso, Jeff Waters regressou à posição de vocalista, que já tinha ocupado em diversos discos nos anos 90, que acumulou no álbum com a gravação das guitarras e do baixo, a composição, a produção, a mistura e a masterização. «Suicide Society» conterá nove faixas, que podem ser parcialmente ouvidas no clip em baixo.

Em termos de formação os Annihilator contam agora também com um novo baixista (o ex-Magnetic Cam Dixon) e com um novo guitarrista (Aaron Hooma, dos Immersed), que se juntam assim a Waters e ao baterista Mike Harshaw (também dos Mastery). Em princípio será esta a formação que actuará em Portugal no dia 9 de Outubro, quando os Annihilator subirem ao palco do Hard Club, no Porto.

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NOVOS LANÇAMENTOS: VAI SER UM VERÃO QUENTE

Nile_Band_2014Longe vai o tempo em que o Verão era uma altura morna para novos lançamentos discográficos. A maior ligação das pessoas à internet, com dispositivos mais portáteis, aliada a uma cada vez mais presente mudança na forma como a música é consumida, faz com que o Verão seja uma altura igual – ou mesmo melhor, se pensarmos no dinheiro extra, de subsídios de férias, que anda a circular – para lançar disquinhos das bandas preferidas das pessoas.

Por isso, entre 21 de Junho e 21 de Setembro vai ser um festim de coisas boas a chegarem. Logo no inicio da estação, vamos ter o regresso de dois nomes veteranos dentro de dois estilos díspares: os Virgin Steele editam «Nocturnes Of Hellfire & Damnation» e os heróis do hardcore nova-iorquino Pro-Pain regressam com «Voice Of Rebellion», o seu décimo quinto álbum de originais em quase 25 anos de carreira. Junho dará ainda tempo para discos novos da bandas brutas como Milking The Goatmachine, Jungle Rot ou Thy Art Is Murder. Os suecos Refused editam «Freedom» e darão certamente um grande Verão aos fãs de punk/hardcore, enquanto que os norte-americanos Abnormal Thought Patterns vão tentar provar as boas indicações do metal progressivo, técnico e instrumental que apresentaram no disco de estreia.

Julho será um mês em cheio. Entre lançamentos ao vivo de bandas como Yes, Death Angel, Dragonforce ou U.D.O., destacam-se «Coma Ecliptic» dos Between The Buried And Me, «Of Ghosts And Gods» dos Kataklysm e «Underworld» dos Symphony X. Os heróis do crossover finlandês Waltari regressam também às edições com «You Are Waltari», enquanto que os misteriosos Locrian lançam mais uma bomba de drone experimental chamada «Infinite Dissolution», mais uma vez pela Relapse. Os Bone Gnawer editam o muito aguardado sucessor da estreia «Feast Of Flesh», enquanto que Gus G, guitarrista de Ozzy Osbourne, aproveita as “férias” que tirou de Firewind para facturar mais um disco em nome próprio, chamado «Brand New Revolution».

Finalmente, em Agosto haverá 11 discos essenciais. Do lado mais bruto do metal, os Nile (na foto) editam «What Should Not Be Unearthed», os Cattle Decapitation disparam com «The Anthropocene Extinction» e os Hate Eternal disponibilizam «Infernus». Os suecos Backyard Babies regressam às edições com «Four By Four» e no mesmo país os Ghost lançam «Meliora» e os Soilwork respondem com «The Ride Majestic». Quem gosta de death/thrash dinâmico e moderno não pode também perder a nova proposta dos Battlecross, chamada «Rise To Power». Do lado do hardcore há a novidade dos Terror, intitulada «The 25th Hour». Restam as novidades de Fear Factory («Genexus»), Bullet For My Valentine («Venom») e Stratovarius («Eternal») para completar um dos mais “quentes” meses de Agosto dos últimos ano.

Setembro, mais concretamente no dia 11, é o mês em que os Slayer entregam ao mundo «Repentless», o seu novo álbum de originais. Posto isto, valerá mesmo a pena destacar mais alguma coisa para o final do Verão?

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THE TEMPLE, HEIMDAL E MAIS GENTE DE PESO EM VISEU EM JULHO

TheTemple_Video_2015Os veteranos The Temple (na foto) vão encabeçar o cartaz deste ano do Viseu Rock Fest, que acontece na ASDRAQ, na Quintela de Orgens, no dia 25 de Julho. A banda de groove thrash lisboeta editou apenas dois álbuns de originais em mais de duas décadas de carreira (o terceiro está a “vestir-se” na Dinamarca neste momento), mas os seus (raros) concertos são sempre energéticos e dinâmicos. Dos Estados Unidos chegam duas bandas de grindcore para dar peso a Viseu: os reactivados Hemdale e os libertinos Nak’ay. De Espanha chegam também duas propostas bem válidas: os Bloodhunter com o seu death metal melódico de vocalizações femininas e os Mind Holocaust, num registo de death metal brutal mais tradicional. O contingente nacional fica completo com os Serrabulho, Mr. Miyagi, The Black Wizards, The Last Of Them, Stone Dead e Fuck 77. O evento começa às 16.00h e os ingressos custam Eur 10,00 em venda antecipada (Eur 12,00 no próprio dia) e podem ser reservados aqui:

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SLAYER MUDARAM DE EDITORA POR TEREM TIDO PROPOSTA “INSULTUOSA”

Slayer_Band_2015Kerry King, guitarrista dos Slayer, revelou esta semana numa entrevista à revista Metal Hammer, que a mudança de editora para o novo álbum da banda se deveu a uma proposta “insultuosa” que receberam por parte da empresa com que trabalharam nos últimos anos. Recorde-se que «Repentless», o mais recente trabalho do influente grupo de thrash, vai ser lançado em Setembro pela Nuclear Blast depois de uma parceria de 28 anos com a editora gerida por Rick Rubin, a American Recordings.

A solidariedade é bem mais forte do que saltar do barco e ir para outro lugar qualquer”, referiu King na entrevista. “Pensei que fossemos continuar na American, mas quando recebemos a proposta deles, senti-me insultado. Para mim, foi como me dizerem ‘Boa sorte, já não vais ter mais boa sorte aqui’. E foi assim que encontrámos os nossos novos amigos da Nuclear Blast”. O baixista da banda Tom Araya corrobora que não foi a banda que decidiu acabar com a parceria com a editora de Rubin. “Foi mais ele que nos deu a notícia. Quando começámos este disco, era com o princípio de que iríamos trabalhar com o Rick. Mas as coisas não resultaram. Por isso mudámo-nos”.

Recorde-se que os Slayer mudaram também de produtor ao longo das gravações de «Repentless». Inicialmente o trabalho começou por ser feito com Greg Fidelman, engenheiro de som que tinha dirigido as gravações do álbum anterior «World Painted Blood», mas devido a problemas de agenda a banda terminou as gravações com Terry Date (Pantera, Overkill, Machine Head).

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POSTO DE ESCUTA 23.05.2015

Fim-de-semana sem Posto de Escuta não é verdadeiramente um fim-de-semana, por isso eis a nossa lista de disquinhos que nos têm estado a animar os MP3, leitores de CDs e gira-discos nos últimos dias. Descubram o vosso novo vício e não digam que vão daqui.

Charlie Front Square copyCHARLIE BARNES «More Stately Mansions»
Superball Music
Charlie Barnes, colaborador habitual dos ingleses Amplifier, tem um fraquinho pelo pós-rock melancólico. Por isso, é perfeitamente natural que este seu segundo álbum de originais seja uma espécie de mistura da quietude do universo musical dos Sigur Rós, do lado mais intimista dos Oceansize, das texturas vocais de Freddy Mercury e de Chris Martin e de alguma da imprevisibilidade dos Amplifier. «More Stately Mansions» é, sobretudo, uma colecção de faixas atmosféricas de texturas variadas e que se prestam à descoberta lenta e prazenteira. Não é nenhum clássico em potência, mas propõe 45 minutos de um belo pós-rock independente, preguiçoso e de beleza delicada. (7/10)


DarkCircles_MMXIVDARK CIRCLES «MMXIV»
Moment Of Collapse Records
Os canadianos Dark Circles praticam uma daquelas misturas de hardcore e d-beat a que é impossível ficar indiferente. O disco de estreia, «MMXIV», é cru, violento e rápido, numa espécie de grito primordial de hardcore/punk de garagem, ocasionalmente complementado com um lado pós-rock (há um elemento dos Milanku na formação) que torna a música mais densa, tridimensional e interessante. Quem aprecia, pois, d-beat ou hardcore mais directo, tem aqui meia-hora de boa música, disponível em vinil, numa edição limitada a 500 unidades (300 em vinil branco, 200 em preto). Comprem-na aqui. (7/10)


GeorgeKollias_InvictusGEORGE KOLLIAS «Invictus»
Season of Mist
O grego George Kollias é muito mais do que “apenas” o proficiente baterista dos Nile. E neste primeiro disco em nome próprio, em que compôs toda a música, gravou todos os instrumentos e cantou, prova-o em grande estilo. «Invictus» é um trabalho de death metal brutal, técnico e com um exótico travo médio-oriental, algures entre os universos dos Nile, Rotting Christ e Melechesh. Inteligentemente arranjado, impecavelmente executado e muito bem estruturado, trata-se de um conjunto de temas que fica muito pouco atrás do dayjob de Kollias e que, ainda por cima, conta com o “patrão” Nile Sanders entre os convidados que contribuem com alguns solos de guitarra. Estreia auspiciosa e um bom disco de death metal brutal, técnico e étnico. (8/10)


HammerKing_KingdomOfTheHAMMER KING «Kingdom Of The Hammer King»
Cruz Del Sur Music
Os franceses Hammer King praticam heavy/power metal que preenche o espaço imaginário que vai de bandas mais formalmente melódicas, como Drakkar ou Helloween antigo, ao heavy-metal-até-ao-tutano de nomes como Manowar ou Virgin Steele. O vocalista do projecto é, aliás, o cantor da banda de Ross The Boss. «Kingdom Of The Hammer King» que enche, assim, as medidas de quem acha que o heavy/power metal deve ser épico, que os coros nunca são suficientemente grandes e que as guitarras foram feitas para solar. É suficientemente true e bem feito para convencer, sem soar forçado ou ridículo. Mais uma boa aposta da Cruz Del Sur Music. (7/10)


KingParrot_DeadSetKING PARROT «Dead Set»
Agonia Records
O mundo pode ter descoberto um pouco tarde os encantos do thrash/grindcore dos King Parrot, mas os australianos estão dispostos a fazer o mundo pagar por isso. Em «Dead Set», segundo álbum de originais, a banda viajou de Melbourne até ao estúdio de Phil Anselmo, no Louisiana, e gravou um dos mais viciosos discos de 2015. Produzido por – e com participação de – Anselmo, o registo contém 35 minutos de pura violência sónica, onde a rapidez e o shred encontram maneira de se aliarem de forma perfeita ao registo humorístico, ritmicamente variado e inspiração punk do grindcore de tradição tão deliciosamente australiana. E o resultado é a melhor coisa que já aconteceu ao metal extremo e bem disposto desde a estreia dos Gorerotted. (8/10)


Livhzuena_DarkMirrorNeutronsLIVHZUENA «Dark Mirror Neurons»
Klonosphere Records
Os franceses Livhzuena precisaram apenas de uma maqueta de dois temas para chegarem à Klonosphere, através da qual lançam agora este disco de estreia. «Dark Mirror Neurons» percorre de maneira satisfatória o terreno que separa o djent ensopado de atmosfera dos compatriotas Gojira do death metal seco e groovy e dos Lamb Of God. A coisa é feita com um ataque vocal que chega a fazer os Anaal Nathrakh mas que, no resto do tempo, não anda longe dos Dagoba. Pelo desenrolar de nomes percebe-se bem que os Livhzuena não andam à procura de renovar nada, mas como nova proposta de death metal técnico, robusto e dado à atmosfera, não são nada maus. (7/10)


Mist_InanMIST «Inan’»
Soulseller Records
Iniciados em 2012 como uma banda feminina de doom metal clássico, os eslovenos Mist (actualmente há um guitarrista no grupo que os impede de terem a pinta de serem uma banda de miúdas) editam, com «Inan’», o EP que sucede à famosa maqueta de 2013 que os colocou na cena com grande estrondo. E os quatro temas (três originais, um regravado da maqueta) seguem a mesma lógica: doom metal/rock fortemente influenciado por Black Sabbath, Pentagram, Candlemass e afins, de voz feminina limpa a fazer lembrar The Blues Pills, e toda a atracção e previsibilidade da estética retro. É certinho, bem feito e tem carisma, mas chove um pouco no molhado se atendermos a todo o movimento old school que assola o género. (7/10)


OsculumInfame_TheAxisOfOSCULUM INFAME «The Axis Of Blood»
Battlesk’r Productions
Os Osculum Infame chegaram a ser, nos anos 90, uma das grandes esperanças de uma cena black metal francesa em franca ascensão, até que umas palavras mal medidas numa entrevista lhes deram uma reputação de extrema-direita e mandaram o projecto para as urtigas. O mentor D. Deviant dedicou-se então aos Arkhon Infaustus e deixou assentar a poeira, até ressuscitar a banda em 2008 e começar a compor de novo. «The Axis Of Blood» é, pois, o segundo longa-duração oficial dos Osculum Infame e mostra o black metal como ele era precisamente na segunda metade dos anos 90: cru, pesado, inexorável e indomável. Há traços dos primeiros discos dos Satyricon, dos Mayhem e de outras coisas nórdicas, mas a imagem de marca da caneta de D. Deviant é suficientemente forte para que «The Axis Of Blood» possa também ser considerado um registo com alma própria. Algo datado, mas definitivamente a cumprir o que promete: black metal sem aditivos como se os anos 90 tivessem sido ontem. (7/10)


SteveNSeagulls_FarmMachineSTEVE’N’SEAGULLS «Farm Machine»
Spinefarm Records
De vez em quando aparecem projectos da natureza dos Steve’n’Seagulls e o que escrevemos no passado sobre os Los Los ou os Van Canto aplica-se também ao disco de estreia destes finlandeses. Certo, tem mesmo piada tocar versões bluegrass de clássicos do heavy metal e do hard rock vestido de rednecks americanos e quem mostrar isto lá em casa, nas festas, aos amigos, vai certamente fazer sensação. Mas não há muito mais em canções como «Thunderstruck», «Over The Hills And Far Away», «Nothing Else Matters», «Paradise City» ou «Run To Hills», tocados com banjo, acordeão, violino e contrabaixo, do que apenas uma piada fugaz. Mesmo que, como é o caso, seja tudo bem tocado e com uma ética de profissionalismo de gravação que se alinha anacronicamente com a natureza “que-se-foda” do projecto. (6/10)


TheBloodline_WeAreOneTHE BLOODLINE «We Are One»
Another Century
Das cinzas dos Dirge Within surgem agora os The Bloodline, com o mesmo tipo de thrash/metalcore, mas com um refinamento melódico que lhes melhora a receita musical. «We Are One», o disco de estreia do projecto, contém o peso dos Machine Head, a sensibilidade melódica dos Killswitch Engage e o poder de dinâmica dos Bullet For My Valentine. A composição tira o melhor proveito de todos os trunfos da banda e a produção é límpida e bombástica. E, pese embora este tipo de thrash melódico/metalcore já não seja propriamente uma novidade, «We Are One» é um belo exercício de género e pode facilmente fazer as delícias de quem não passa sem uma generosa dose de melodias, peso e groove. (8/10)

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SLAYER MARCAM LANÇAMENTO DE NOVO ÁLBUM PARA 11 DE SETEMBRO

Slayer_Band_2015Já há data de saída oficial para «Repentless», o décimo segundo disco de originais dos norte-americanos Slayer. O álbum é editado no dia 11 de Setembro, o tal dia que viverá, segundo George W. Bush, “Para sempre na infâmia” depois de ter, no ano de 2001, ficado marcado pelos ataques terroristas à Torres Gémeas do World Trade Center e ao Pentágono, nos E.U.A.. O trabalho, que sucede a «World Painted Blood», editado em 2009, marca a estreia da parceria dos Slayer com a editora alemã Nuclear Blast e o regresso à banda do baterista Paul Bostaph que, em 2013, substituiu mais uma vez Dave Lombardo (já o havia feito em 1992). 2013 foi também o ano em que a icónica banda de thrash viu desaparecer o seu guitarrista Jeff Hanneman, devido a problemas no fígado. Gary Holt, dos Exodus, é agora o segundo guitarrista de serviço sempre que o colectivo actua ao vivo.

«Repentless» marca também outra estreia: foi a primeira vez que os Slayer trabalharam com o produtor Terry Date, cujo currículo inclui nomes como Pantera, Soundgarden e Deftones. O disco conterá uma dúzia de faixas, incluindo a introdução. Outra das canções novas é «When The Stillness Comes», que pode ser ouvida no clip em baixo.

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EX-GUITARRISTA DOS HAVOK MORRE AOS 30 ANOS

Havok_Band_2009Shawn Tyler Chavez, ex-guitarrista dos thrashers norte-americanos Havok, morreu no dia 30 de Abril. Não foram por enquanto adiantadas as causas do falecimento do músico, que contava 30 anos de idade e que havia pertencido à formação da banda do Colorado entre 2004 e 2010. A notícia foi avançada pelo vocalista dos Havok, David Sanchez, que colocou um sentido post na página de Facebook do grupo no passado dia 8, dedicado a Shawn.

Chavez (à esquera na foto que ilustra esta notícia) fez parte da fundação dos Havok, com os quais gravou uma maqueta, um single, em EP e o álbum de estreia «Burn», editado em 2009, antes de abandonar o projecto. Antes ou depois disso, não pertenceu a qualquer outra banda.

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VENOM INC. E VADER EM CORROIOS EM SETEMBRO

VenomInc_Band_2015No dia 26 de Setembro o Cine-Teatro de Corroios recebe em concerto os Venom Inc., banda fundada por três importantes ex-elementos dos Venom: Mantas (guitarrista da banda entre 1979 e 1985, depois entre 1989 e 1992 e ainda entre 1995 e 2002), Demolition Man (baixista e vocalista que pertenceu ao grupo entre 1989 e 1992) e Abbadon (baterista entre 1979 e 1992 e, depois, entre 1995 e 1999). O trio interpretará, como não podia deixar de ser, clássicos dos Venom escritos e gravados nos períodos em que os músicos pertenciam à influente banda inglesa, nomeadamente entre 1988 e 1992.

Com eles, os Venom Inc. trazem os polacos Vader, que dispensam apresentações em termos de death metal mas que, nesta digressão, tocam um set especialmente old-school, com temas apenas dos anos 90. Os jovens ingleses Divine Chaos, praticantes de um death/thrash metal melódico e que partilham o baterista James Stewart com os Vader, assim como os veteranos speed-thrashers franceses Witches, completam o cartaz. O espectáculo começa às 20.00h e os bilhetes custam Eur 20,00 se comprados antecipadamente ou Eur 22,00 no próprio dia. Estão disponíveis na Carbono da Amadora, na Glam-o-Rama, na Abep e na Androm ou podem ser reservados através deste e-mail.

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SATAN’S WRATH

SatansWrath_DieEvilSATAN’S WRATH
«Die Evil»
Metal Blade
8/10
Depois de dois magníficos discos disparados entre 2012 e 2013, os gregos Satan’s Wrath respiraram fundo durante um pouco e regressam agora com um aperfeiçoamento da sua receita musical, chamado «Die Evil». Não que a fórmula do quinteto seja minimamente preparada ou calculada: a mistura de black metal, thrash e speed metal é tão genuína e sincera que faz os Satan’s Wrath sobressaírem entre as dezenas de bandas a tentar recuperar este género musical. Só que os nove temas do novo trabalho são tão despidos de pormenores desnecessários, funcionam tão bem como cavalgadas black/thrash em que o ouvinte mal tem tempo de respirar ou pensar, que é perfeitamente natural assumirmos que, acima disto, não haverá nada. E, se já tinham provado que Slayer + Possessed + Venom pode não ser uma conta com um resultado assim tão previsível, os Satan’s Wrath conseguem a proeza de, com estes 30 minutos de música, acrescentarem a sua própria parcela à soma, apresentando um resultado esperado, mas incrivelmente refrescante e entusiasmante. O metal extremo está bem e recomenda-se.

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