DEZ DISCO ESSENCIAIS – SEMANA 26

BULLET FOR MY VALENTINE
«Gravity»

Spinefarm Records

Os galeses Bullet For My Valentine foram das primeiras bandas de metalcore a atingirem o estrelato e, mesmo duas décadas depois da sua formação, mantêm a relevância à conta de uma sábia gestão de carreira e poder evolutivo. «Gravity» é o sexto álbum de originais do quarteto e promete não desiludir os fãs.


CRYSTAL VIPER
«At The Edge Of Time» EP

AFM Records

Cerca de um ano depois do último álbum de originais e numa altura em que se sabe que a banda estará em Portugal em Dezembro, os polacos Crystal Viper regressam com um novo EP. Heavy metal clássico continua a ser a proposta, mas em «At The Edge Of Time» a banda arrisca um pouco, com um tema cantado em polaco e duas versões (de Giallo e Quartz), entre dois temas originais cantados em inglês.


FATES WARNING
«Live Over Europe»

InsideOut Music

Os Fates Warning são um dos expoentes máximos do metal progressivo e os seus concertos são testemunhos da exuberância técnica e dotes de composição invulgares que a banda possui. «Live Over Europe» é um disco duplo ao vivo que serve de documento da última digressão que a banda norte-americana fez na Europa. Disponível em edição “normal” e no Mediabook de dois CD que já é tradicional na InsideOut.


MOUNTAINEER
«Passage»

Lifeforce Records

Abram alas para o doom metal/shoegaze dos Mountaineer que, directamente da Bay Area, nos bombardeiam com os sons melancólicos e as emoções fortes contidos no seu segundo álbum, «Passage». Um dos lançamentos mais surpreendentes desta semana.


NECRYTIS
«Countersighns»

Pure Steel Records

Oriundos dos E.U.A. e com dois elementos de Sure’s Idol na formação, os Necrytis são um trio de heavy metal clássico que se estreia em disco com o álbum «Countersighns». A abordagem simples e eficaz destaca-se, assim como a composição honesta e a tendência para os riffs clássicos. Uma estreia auspiciosa de uma banda a seguir com atenção por parte dos fãs de heavy metal sem aditivos.


NONEXIST
«In Praise Of Death» EP

Mighty Music

Os suecos Nonexist praticam thrash/death metal melódico com a autoridade que a sua nacionalidade lhes dá e o talento de terem elementos de Andromeda, Skyfire e um músico (Johan Reinholdz) que toca com os Dark Tranquillity ao vivo. O novo EP, «In Praise Of Death», conta mesmo com um tema em que Mikael Stanne (Dark Tranquillity) e Michael Amott (Arch Enemy) participam como convidados.


SHYLMAGOGHNAR
«Transience»

Napalm Records

Os holandeses Shylmagoghnar surpreenderam a cena quando, em 2014, lançaram o auto-financiado disco de estreia «Emergence», que continha uma mistura quase perfeita de death metal melódico, metal progressivo e black metal. Agora regressam com o sucessor, numa editora grande, e com planos para conquistar o mundo.


THE EVIL
«The Evil»

Osmose Productions

Oriundos de Minas Gerais no Brasil, os The Evil são um quarteto de doom/stoner metal absolutamente negro e obscuro, cujo álbum de estreia homónimo, editado digitalmente pela banda há cerca de um ano, chamou a atenção da influente Osmose Productions. E agora aqui está ele, lançado em CD, vinil e cassete, pronto para ser a banda sonora de rituais vários e “viagens” mais ou menos ácidas.


THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA
«Sometimes The World Ain’t Enough»

Nuclear Blast

Começam a ser curtos os adjectivos superlativos para definir os The Night Flight Orchestra, projecto de AOR clássico gerido por Bjorn “Speed” Strid (Soilwork) e Sharlee D’Angelo (Arch Enemy). «Sometimes The World Ain’t Enough», o quarto álbum de estúdio da banda, é mais uma bela colecção de temas inspirados em Journey e Thin Lizzy que deixarão os metaleiros a cantar refrões.


VANHELGA
«Fredagsmys»

Osmose Productions

Oriundos da mesma escola SDBM dos Shining, os suecos Vanhelga têm tido uma carreira mais discreta, mas nem por isso menos interessante. «Fredagsmys» é o quinto álbum de originais do quarteto e não desiludirá os fãs de nomes como Lifelover, Apaty ou Woods Of Infinity.

ANALEPSY EM DIGRESSÃO EUROPEIA NO VERÃO

Analepsy tourOs lisboetas Analepsy vão passar boa parte do Verão numa digressão pela Europa. A The Curse Of Earth Tour juntará a banda de death metal brutal nacional aos norte-amerianos AngelMaker, aos espanhóis Cannibal Granpa e aos ingleses Osiah e terá duas dezenas de datas, com a banda portuguesa a participar entre 5 e 25 de Agosto. Nenhum dos concertos é, no entanto, em Portugal. O périplo visitará países como a Inglaterra, Alemanha, Itália, Suíça, Bélgica, Eslováquia e Áustria.

Os Analepsy foram formados em 2014 por elementos e ex-elementos de outras bandas nacionais como Brutal Brain Damage, Festering e Formaldehyde. Lançaram, até ao momento, um álbum de originais («Atrocities From Beyond», de 2017), um EP («Dehumanization By Supremacy», de 2015) e um split com os noruegueses Kraanium.

CRYSTAL VIPER: DIGRESSÃO IBÉRICA EM DEZEMBRO

Crystal Viper_tour ibéricaOs Crystal Viper cumprem uma digressão ibérica em meados de Dezembro e há duas partes desta notícia que interessam aos fãs portugueses da banda polaca: os lusos Toxikull foram o grupo escolhido para acompanhar o périplo e a data nacional desta tour será no Stairway Club, em Cascais, no dia 13.

O quarteto de heavy metal clássico liderado pela vocalista Marta Gabriel estreia-se assim, desta forma, no nosso país ao vivo, depois de em 2014 chegarem a estar anunciados no festival Pax Julia Metal Fest, mas serem obrigados a cancelar a sua presença devido a um problema de saúde da cantora. Mas desta vez promete ser a valer: a digressão ibérica contará com quatro datas entre 13 e 16 de Dezembro, sendo a primeira em Cascais.

Os Crystal Viper estrearam-se em disco há 11 anos com «The Curse Of Crystal Viper» e chamaram logo a atenção com um heavy metal que reparte tradição com garra e que se destaca pelas letras de fantasia e horror. Desde aí, o colectivo oriundo de Katowice já editou mais cinco álbuns, sendo o mais recente «Queen Of The Witches», disponibilizado o ano passado.

MORREU VINNIE PAUL

Vinnie Paul Abott, baterista dos Hellyeah e co-fundador dos Pantera, faleceu ontem, dia 22 de Junho, aos 54 anos. A notícia foi avançada pelo site oficial dos Pantera, que não adiantou mais detalhes sobre a morte do músico e pediu privacidade para a família enlutada.

Vinnie Paul foi, em 1981, um dos fundadores dos influentes Pantera, juntamente com o seu irmão Dimebag Darrell, que viria a morrer tragicamente em palco em 2003, assassinado por um fã quando tocava com a sua banda paralela Damageplan. Esse desparecimento foi o fim oficial dos Pantera e, desde aí, Vinnie Paul dedicou-se aos Hellyeah, com os quais editou cinco álbuns, o último dos quais «Unden1able» em 2016.

Vinnie faleceu sem nunca fazer as pazes com Phil Anselmo, vocalista dos Pantera, que indirectamente acusou de ser responsável pela morte do seu irmão, através de declarações nada abonatórias sobre o guitarrista feitas apenas algumas semanas antes do assassinato do mesmo. Os dois não se falavam desde essa altura.

ARES – LOBO SOLITÁRIO

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João Pedro, aka Ares

João Pedro, mais conhecido no mundo da música como Ares, é um dos pilares da cena extrema portuguesa como a conhecemos. Foi co-fundador dos Moonspell em 1992 (juntamente com Fernando Ribeiro, Pedro Paixão e Mike Gaspar, que permanecem na banda, e com os guitarristas Mantus e Malah) e gravou registos essenciais da banda como «Under The Moonspell», «Wolfheart» ou «Irreligious». Antes disso já tinha gravado a maqueta «Os Métodos do Pentagrama» com os Filii Nigrantium Infernalium. Depois dos Moonspell, o baixista fundou projectos como Witchbreed e Deepskin, tendo também emprestado os seus talentos à segunda maqueta dos Monx Lvnae. Agora, o lobo solitário tem um novo projecto em mãos – Babel – e aproveitámos para interpelá-lo e fazer uma espécie de balanço de carreira.


Desde a morte do Quorthon e depois do Peter Steele que algo mudou na minha perspectiva pessoal. Parte do encanto e do mundo a que eu pertenci acabou.


Quais são os teus projectos – musicais e extra-musicais – actuais e para o futuro mais próximo?
Projectos musicais estão sempre a acontecer, primeiro na minha cogitação criativa, o que pode levar algum tempo até a ideia e a motivação ideal se concretizarem, depois no plano prático da gravação e montagem do projecto, que demora sempre outro tanto tempo. Neste momento, em fase de acabamento, tenho um projecto em formato de duo que verá a luz do dia este ano. Já está gravado e estamos na fase do vídeo, que vai ser filmado nas próximas semanas. Projectos extra-musicais consistem “apenas” em aproveitar a vida o melhor possível, usufruir da companhia dos amigos, da família, prestar atenção e auxílio a quem me é querido, comer bem e beber ainda melhor. Tudo o que não é criar música resume-se a lazer e tentar ignorar o máximo possível o ruído da “vida real”.

Como encaras a cena underground nacional actual? Como a classificarias?
Classifico-a como sendo constituída por bons músicos, projectos e bandas muito interessantes e bons meios técnicos de estúdios mas, principalmente, bons produtores. Faltam pessoas interessadas em management e booking agencies que permitam às bandas entrar no circuito das tours internacionais com regularidade e outros componentes desta natureza. A matéria prima criativa está cá, o know how musical também, a força de vontade tão característica dos portugueses também, faltam apenas colmatar algumas falhas crónicas para podermos ter uma cena underground ao nível da Grécia, Itália ou França.

Como recordas a tua saída dos Moonspell no final dos anos 90? Guardas alguma mágoa?
Foi um período conturbado da minha vida, não há como esconder, e tudo o que se passou a seguir não foi menos difícil. No entanto, o que conta são os grandes discos que escrevi e gravei naquele período, as tours com Morbid Angel, Type O Negative, Tiamat, Samael, Rotting Christ, The Gathering, etc. Por essa razão, não acho que hajam motivos para mágoas, apenas motivos de orgulho por ter criado uma banda que fez história. A nível pessoal, não tenho nada a lamentar e acho que posso dizer que num curto espaço temporal realizei muitos dos meus sonhos ao conhecer e tocar com grande parte das minhas bandas preferidas.

Como encaras a carreira da banda desde aí?
Não tenho muito a dizer pois só conheço algumas músicas e vídeos, com as quais me vou cruzando a espaços, principalmente na internet. Nunca assisti a nenhum concerto da banda após a minha saída e não estou ao corrente do percurso após a minha saída ou presente da banda. MoonSpell é um nome e conceito que eu criei e que me é muito precioso do ponto de vista pessoal, como tal prefiro mantê-lo onde o deixei, intacto e preservado no passado.


Foi um período conturbado da minha vida, não há como esconder, e tudo o que se passou a seguir não foi menos difícil. No entanto, o que conta são os grandes discos que escrevi e gravei naquele período.


Considerando a tua visão para os Moonspell na altura da sua formação, como imaginas a banda actualmente se tivesses permanecido na formação?
Não consigo fazer esse exercício de projecção. No entanto, seja qual for a visão da banda neste momento, acredito que a minha continuidade na banda apresentasse elementos distintos, obrigatoriamente. O mundo mudou muito desde 1992 – altura dos Morbid God – as pessoas também, as aspirações e ambições pessoais estão sujeitas a pressões muito mais exigentes e é comum as bandas comprometerem as suas origens e cederem a fórmulas fáceis no que toca às opções artísticas. No entanto, quer-me parecer que o público não está igualmente preocupado com conteúdos e substância; por norma as pessoas respeitam as manifestações de força e admiram tudo o que brilha. É tudo uma questão de percepção, presumo eu.

Nos últimos anos, uma série de ícones do metal têm desaparecido para sempre. Preocupa-te o facto de não existiram ainda substitutos à altura no “panteão” da música extrema?
Não me preocupa porque é algo natural, tem de acontecer. Desde a morte do Quorthon e depois do Peter Steele que algo mudou na minha perspectiva pessoal. Parte do encanto e do mundo a que eu pertenci acabou. Conheci esses dois músicos pessoalmente em situações distintas, e foi algo que me mudou, juntamente com o [desaparecimento] do Dimebag, Dio, Jeff Hanneman e agora recentemente do Lemmy. Não vejo nem procuro substitutos, acho apenas que o mundo que eu conheci e em que eu cresci acabou, há que aceitar e saber viver com esse facto.

Que artistas e álbuns te têm surpreendido nos últimos tempos?
Mantar, Watain, Scour, Midnight, Triptykon, Ghost, Inquisition, SepticFlesh, Shinning, Rotting Christ, Primordial, Gojira, Godflesh, NIN…

Que balanço fazes da tua carreira artística até ao momento?
Não creio que possa apelidar de carreira o meu percurso musical, acho que o termo é mesmo este: percurso. Tenho um percurso algo errático em que sempre lutei contra monstros externos e fantasmas interiores e isso teve um custo enorme na minha exposição. Felizmente não me afectou em termos criativos, que foi algo sempre preservei, e para além das bandas em que participei esporadicamente consegui erguer Deepskin e Witchbreed, que me ajudaram a escoar muitas das ideias e conceitos que fui alimentando. Para além do trabalho em estúdio e de produção de bandas nacionais, tenho dezenas de músicas e ideias gravadas e arquivadas. Gosto de estar no meu espaço a tocar, experimentar e gravar… Aceito que sou eu que faço parte de outro tempo e de outro mundo e que o tempo presente move-se por valores e necessidades nos quais tenho dificuldade em encaixar.

DEZ DISCOS ESSENCIAIS DA SEMANA

ÁRSTÍÐIR
«Nivalis»

Season of Mist

Misturar pós-rock e influências neo-clássicas é algo já relativamente batido. Mas se lhe juntarmos um forte sabor nórdico, por via dos islandeses Árstíðir, a coisa fica bem mais intensa e original. «Nivalis» prova-o com classe e qualidade e constitui-se uma das grandes surpresas da semana


CRAFT
«White Noise And Black Metal»

Season of Mist

Com um título destes, os suecos Craft não poderiam tocar outra coisa senão black metal. «White Noise And Black Metal» é o quinto disco do colectivo liderado pelo guitarrista Jon Doe (ex-Shining, ex-Watain) e que segue de forma muito decente as pisadas da escola sueca de bandas como Armagedda ou Pest.


GAEREA
«Unsettling Whisper»

Transcending Obscurity

A cena black metal nacional tem estado nos últimos anos mais activa que nunca e os Gaerea consubstanciam esta actividade. O trio, composto por gente de Pestifer, Loss Spectra Of Pure e Damage My God, estreia-se agora nos álbuns de estúdio, depois de um EP homónimo lançado em 2016, e as indicações não podiam ser melhores. Black metal negro, intenso e de pedigree death metal.


HACKEN
«L-1VE»

InsideOut Music

Universalmente considerados uma das mais brilhantes propostas da actual cena progressiva britânica, os Hacken editam, com «L-1VE», o seu primeiro registo ao vivo, depois de quatro álbuns de originais. E o resultado não podia ser mais elucidativo. Em palco, o sexteto londrino é tão coeso como em disco e os Hacken estão a caminho de algo verdadeiramente grade.


IMPENDING DOOM
«The Sin And Doom Vol. II»

eOne Music

Se, por um lado, o deathcore já teve melhores dias, por outro lado os norte-americanos Impending Doom continuam a representar o género como poucas bandas conseguem fazer hoje em dia. «The Sin And Doom Vol. II» é o sexto álbum do colectivo californiano e promete momentos de grande peso, breakdowns e violência.


KHEMMIS
«Desolation»

Nuclear Blast/20 Buck Spin

Depois de dois álbuns, lançados em 2015 e 2016, que conquistaram o underground, os norte-americanos Khemmis chegam, com o seu doom/heavy metal, à gigante Nuclear Blast e prometem conquistar o (que falta do) mundo. Se procuram a mistura certa entre Pallbearer e Candlemass, esta é a vossa solução.


MARDUK
«Viktoria»

Century Media

Os Marduk dispensam apresentações no que ao black metal diz respeito. «Viktoria», o 14.º álbum de originais dos suecos, volta a um registo mais rápido e abrasador, depois de alguns discos negros e ritualistas. E os Marduk nunca soaram melhor…


THE SEA WITHIN
«The Sea Within»

InsideOut Music

Juntar na mesma banda Tom Brislin (Yes), Daniel Gildenlöw (Pain of Salvation), Roine Stolt (The Flower Kings, Transatlantic), Marco Minneman (Steven Wilson, Joe Satriani) e Jonas Reingold (The Flower Kings) é o sonho molhado de qualquer fã de rock progressivo. E é precisamente a isso que «The Sea Within», o disco de estreia do super-projecto, soa.


WOLFEN
«Rise Of The Lycans»

Pure Steel Records

A tradição de power/thrash metal corre forte na Alemanha. Os Wolfen, oriundos de Colónia, cumprem-na ininterruptamente há 24 anos e editam esta semana o seu sexto álbum de originais. «Rise Of The Lycans» é uma autêntica lição de tradição, vitalidade e honestidade.


ZEAL & ARDOR
«Stranger Fruit»

MKVA Records

Juntar black metal e soul espiritual pode ser tão original quanto bizarro, mas a verdade é que o suíço-americano Manuel Gagneux consegue fazê-lo há já uns bons anos com Zeal & Ardor. «Stranger Fruit», o novo álbum, mostra o aperfeiçoamento da receita e entrou directamente para a segunda posição da tabela de vendas suíça. Teremos hype a caminho?

 

SKINLESS

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«Only The Ruthless Remain»
Relapse Records
8/10
Depois de atirarem a toalha ao chão em 2011, não foi preciso mais do que um par de anos para que os norte-americanos Skinless regressassem à actividade e, depois, mais outro par até os termos de volta aos discos. «Only The Ruthless Remain» recupera a formação “clássica” da banda, completa com um segundo guitarrista (Dave Matthews, dos Incontinence) e traz de volta o death metal igualmente “clássico” que é a imagem de marca do projecto. Que é como quem diz, aquela mistura sábia e visceral do lado mais técnico do estilo e de uma consciência de groove ao nível dos Suffocation ou Cannibal Corpse. A banda concentra os seus esforços em 35 minutos, divididos por sete faixas, e remove qualquer tipo de “gordura” desnecessária da música, terminando o processo com um death metal algo batido, mas infalivelmente pesado, tecnicamente evoluído e com um bom balanço. Nestas contas não entram as parcelas da criatividade, que neste tipo de death metal valem o que valem, mas em termos de competência, capacidade de acelerarem, fazerem breaks, dispararem riffs contundentes e enfiarem pormenores de guitarra deliciosos em poucos décimos de segundo, os Skinless estão tão em forma como se não estivessem em “silêncio” há oito anos. E mantêm-se bem relevantes. Quantas bandas de death metal brutal podem orgulhar-se disso?

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Heavy metal, underground e música extrema em geral.